quinta-feira, 13 de junho de 2013

Drogas

As drogas são definidas como toda substância, natural ou não, que modifica as funções normais de um organismo. Também são chamadas de entorpecentes ou narcóticos. A maioria das drogas são produzidas à partir de plantas (drogas naturais), como por exemplo a maconha, que é feita com Cannabis sativa, e o Ópio, proveniente da flor da Papoula. Outras são produzidas em laboratórios (drogas sintéticas), como o Ecstasy e o LSD. A maioria causadependência química ou psicológica, e podem levar à morte em caso de overdose. . Existem exames médicos que conseguem detectar a presença de várias drogas no organismo – são chamados de Exames Toxicológicos.
As pessoas que tentam abandonar as drogas podem sofrer com a Síndrome de Abstinência, que são reações do organismo à falta da droga.
O tráfico de drogas é chamado de narcotráfico. Algumas dessas substâncias são utilizadas em medicamentos (drogas lícitas), outras são proibidas em quase o mundo todo (drogas ilícitas).


Abaixo os principais tipos de drogas:

Drogas Naturais

  • Maconha: uma das drogas mais populares, a maconha é consumida por meio de um enrolado de papel contendo a substância. É feita a partir da planta Cannabis sativa. Existe a variação chamada Skunk, com um teor de THC bastante elevado, bem como o Haxixe.
  • Ópio: droga altamente viciante, o Ópio é feito a partir da flor da Papoula. Os principais efeitos são sonolência, vômitos e náuseas, além da perda de inteligência (como a maioria das drogas). Opiáceos: codeína, heroína, morfina, etc.
  • Psilocibina: é uma substância encontrada em fungos e cogumelos, a Psilocibina tem como principal efeito as alucinações. Também é utilizada em pesquisas sobre a enxaqueca.
  • DMT – Dimetiltriptamina: A principal consequência do seu consumo são perturbações no sistema nervoso central. Utilizada em rituais religiosos.
  • Cafeína: é o estimulante mais consumido no mundo – está no café, no refrigerante e no chocolate.
  • Cogumelos Alucinógenos: alguns cogumelos, como o Amanita muscaria podem causar alucinações.
  • Nicotina

Drogas Sintéticas

  • Anfetaminas – Seu principal efeito é o estimulante. É muito utilizada no Brasil por caminhoneiros, com o objetivo de afastar o sono e poder dirigir por longos períodos.
  • Barbitúricos – Um poderoso sedativo e tranquilizante, causa grande dependência química nos seus usuários.
  • Ecstasy – Droga altamente alucinógena, causa forte ansiedade, náuseas, etc.
  • LSD – Outro poderoso alucinógeno que causa dependência psicológica.
  • Metanfetamina – Era utilizada em terapias em muitos países, mas foi banida pelo uso abusivo e consequências devastadores da droga.

Drogas Semi-Sintéticas

    drogas
  • Heroína – A heroína é uma das drogas mais devastadores, altamente viciante – causa rápido envelhecimento do usuário e forte depressão quando o efeito acaba.
  • Cocaína e Crack – A cocaína é o pó produzido a partir da folha de coca, e o crack é a versão petrificada dessa droga. Altamente viciante, deteriora rapidamente o organismo do drogado, causando também perda de inteligência, alucinações, ansiedade, etc.
  • Morfina – É uma droga utilizada principalmente para o alívio de dores em todo o mundo. Também causa dependência química nos seus usuários.
  • Merla – droga produzida a partir da pasta de coca.
  • Oxi – outra droga derivada da pasta de cocaína.



Outras Drogas: inalantes, solventes, bebidas alcoólicas, cigarro

Medicamentos

Muitas drogas são utilizadas em medicamentos, para o tratamento de diversos problemas de saúde e doenças.
As drogas causam atualmente um grande problema na sociedade. Algumas iniciativas importantes foram criadas para evitar que a juventude entre nesse mundo sem volta (na maioria das vezes).


Graduanda: Simone Scheer, 5 semestre Ciências Biológicas.

Atuação das drogas no sistema nervoso central

As drogas psicotrópicas atuam nos neurônios de diversas formas dependendo da substância. Elas podem estimular ou inibir certos sistemas de neurotransmissão. Alguns destes sistemas estão mais comumente envolvidos na ação das drogas, como o dopaminérgico (do neurotransmissor dopamina), gabaérgico (ácido gama-aminobutírico), serotonérgico (serotonina), adrenérgico (adrenalina e noradrenalina) e opióide (endorfinas, dinorfinas e encefalinas). O dopaminérgico parece ser o principal envolvido na fisiologia das dependências químicas. O neurotransmissor dopamina está relacionado com sensação de prazer e acredita-se que ele atue no desenvolvimento do comportamento de dependência para a maioria das drogas psicotrópicas de abuso. Este desenvolvimento da dependência estaria relacionado com a ativação do circuito de recompensa cerebral. Tal circuito se inicia com a liberação de dopamina na área tegmentar ventral, e então estímulos são enviados para o núcleo accumbens e de lá para o córtex pré-frontal. Todas estas regiões estão relacionadas com as emoções.
Assim como a dopamina, a serotonina também está relacionada com a sensação de prazer; os opióides estão relacionados à analgesia, prazer e relaxamento; o ácido gama-aminobutírico (GABA) está ligado à sedação e relaxamento, e a adrenalina e noradrenalina atuam na ativação do sistema nervoso simpático, ou seja, de respostas do corpo relacionadas à luta ou fuga, como taquicardia, dilatação das pupilas, aumento da pressão sanguínea etc.
No sistema nervoso a neurotransmissão se dá como forma de comunicação entre neurônios. Estas células possuem dendritos: ramificações próximas ao núcleo celular; e axônio: prolongamento que se estende até a outra extremidade da célula. A extremidade do axônio de um neurônio vai passar estímulos para um dendrito do neurônio seguinte através de uma conexão chamada sinapse. Neste processo um neurotransmissor localizado no terminal do axônio é liberado na fenda sináptica (espaço que fica entre os neurônios emissor [pré-sináptico] e receptor [pós-sináptico]) e se liga a um receptor do neurônio seguinte. No caso, por exemplo, da dopamina e serotonina esta ligação ao receptor é responsável pela sensação de prazer. Cada neurotransmissor conta com receptores específicos.


O sistema nervoso dispõe de formas de regular a quantidade de neurotransmissores na fenda sináptica com o objetivo de modular seus efeitos. Para que não haja excesso de neurotransmissores soltos, o que iria exacerbar seus efeitos, há na membrana pré-sináptica (membrana do neurônio emissor) bombas de recaptação (também chamadas de  transportadores) que irão capturá-los de volta. Também existem enzimas específicas que degradam os neurotransmissores na fenda sináptica e dentro do neurônio emissor.
Uma das formas de atuação das drogas é a inibição dos mecanismos que regulam a quantidade de neurotransmissores na fenda sináptica. Algumas substâncias podem bloquear a ação dos transportadores ou das enzimas que degradam os neurotransmissores, levando ao aumento de neurotransmissores na fenda sináptica. As drogas também podem agir induzindo a liberação de neurotransmissores na fenda sináptica a partir do neurônio emissor, ou se ligando diretamente aos receptores neuronais, o que resulta na estimulação destes. Outra possibilidade de atuação é a provocação do aumento da sensibilidade dos receptores, que passam a ser mais estimulados do que seriam normalmente quando recebem o neurotransmissor.
Como anteriormente citado, além de estimular sistemas de neurotransmissão algumas substâncias também inibem certos sistemas, isto pode ocorrer com a inibição dos receptores, e também com inibição da liberação de neurotransmissores a partir do neurônio emissor.
Cada droga atua de uma forma específica e normalmente faz surtir seus efeitos através de mais de uma maneira. Resumindo, as principais formas de ação são:

  • Inibição das enzimas que degradam neurotransmissores.
  • Inibição dos transportadores.
  • Estimulação da liberação de neurotransmissores a partir do neurônio emissor.
  • Estimulação direta dos receptores.
  • Aumento da sensibilidade dos receptores.
  • Inibição dos receptores.
  • Inibição da liberação de neurotransmissores a partir do neurônio emissor.

Graduanda: Juline Macedo
5° semestre, Ciências Biológicas

quarta-feira, 12 de junho de 2013




TIPOS DE DROGAS PERTURBADORAS, ALUCINÓGENAS E SEUS EFEITOS

Perturbadores: São drogas que alteram o funcionamento do cérebro.

LSD-25

1. Histórico e origem do LSD-25
O LSD-25, ou seja, a dietilamida do ácido lisérgico é uma substância sintética, produzida em laboratório. Ela foi descoberta acidentalmente pelo cientista suíço Hoffman, que ingeriu uma pequena quantidade da droga. A partir disso, iniciaram-se experiências terapêuticas com o LSD-25. Ela foi utilizada para o tratamento de doenças mentais, mas hoje em dia sabe-se que ela não tem utilidade médica. Ela é talvez a substância mais ativa que age no cérebro. Pequenas doses já produzem grandes alterações.

2. O que o LSD-25 faz no organismo?
O LSD-25 é uma droga perturbadora do sistema nervoso, ou seja, ela provoca alterações no funcionamento do cérebro, causando fenômenos psíquicos como alucinações, delírios e ilusões. Essa substância contém em sua estrutura o núcleo indol, que também está presente em um neurotransmissor do cérebro, a serotonina. Por esta característica, essa droga interfere no mecanismo de ação da serotonina. O LSD-25 é um alucinógeno primário, porque seus efeitos ocorrem principalmente no cérebro.

Os efeitos dessa droga dependem da sensibilidade da pessoa, do ambiente, da dose e da expectativa diante do uso da droga. Os efeitos físicos observados são: dilatação das pupilas, sudorese, aumento da frequência cardíaca, aumento de temperatura. Às vezes podem ocorrer náuseas e vômitos.

As alterações psíquicas são muito mais importantes. As sensações podem ser agradáveis como a observação de cores brilhantes e a audição de sons incomuns. Podem ocorrer também ilusões e alucinações. Em outros casos as alterações são desagradáveis. Algumas pessoas observam visões terríveis e sensações de deformidade externa do próprio corpo. Já foi descrito o efeito de flashback, isto é, semanas ou meses após o uso da droga os sintomas mentais podem voltar, mesmo que a pessoa não tenha mais consumido a droga.

3. Como o LSD-25 é eliminado do organismo?

A metabolização ocorre no fígado e a eliminação é feita pelas fezes e pela urina.

4. Tolerância e dependência ao LSD-25
Os alucinógenos indólicos produzem pouco fenômeno de tolerância e não induzem dependência física.

Maconha

1. Histórico e origem da maconha
A palavra maconha provém de cânhamo (Cannabis sativa), que é um arbusto de cerca de dois metros de altura, que cresce em zonas tropicais e temperadas. O princípio ativo da planta é o THC (tetra hidro canabinol), sendo ele o responsável pelos efeitos que a droga causa no organismo. A folha da maconha é conhecida por vários nomes: marijuana ou marijuana, diamba ou liamba e bangue. O haxixe é uma preparação obtida por grande pressão que se torna uma pasta semi-sólida, que pode ser moldada sob a forma de bolotas e que tem grande concentração de THC.

A maconha é conhecida do homem há milênios. O uso dessa droga passou por várias etapas ao longo dos séculos. Como medicamento ela foi usada há quase 5000 anos na China. No II milênio da era cristã ela chegou ao mundo ocidental. A primeira referência de maconha no Brasil é do século XVI. Nos Estados Unidos ela era muito utilizada como hipnótico, anestésico e espasmolítico. Porém o seu uso terapêutico declinou no final do século passado. A razão para o desuso médico da droga foi a descoberta que a droga se deteriorizava muito rapidamente com o tempo, e consequentemente ocorria a perda do seu efeito clínico. Uma outra causa foi o relacionamento do seu uso não-médico (abuso) da maconha à distúrbios psíquicos, ao crime e à marginalização.

Nos meados da década de sessenta houve um aumento do uso da maconha nos Estados Unidos, principalmente entre os jovens. Esse uso se difundiu para a Europa e países em desenvolvimento. No Brasil, o consumo é feito geralmente por jovens da classe média das grandes cidades e também por estudantes do primeiro grau. A legislação brasileira considera o uso e o tráfico da droga um crime.

2. O que a maconha faz no organismo?
A maconha é uma droga perturbadora do sistema nervoso, ou seja, ela altera o funcionamento normal do cérebro, provocando fenômenos psíquicos do tipo delírios e alucinações.

Os efeitos da droga dependem da quantidade absorvida, do tipo de preparação, da via de administração, da sensibilidade da pessoa e do seu estado de espírito no momento do uso.
Os efeitos físicos agudos não são muito importantes. Podem ocorrer: boca seca, dilatação dos vasos da conjuntiva e aumento da frequência cardíaca. A diminuição do hormônio sexual masculino e consequentemente infertilidade pode ser um dos efeitos crônicos do uso da maconha. Não existem comprovações, mas possivelmente a maconha pode provocar também câncer de pulmão, pois contém níveis de benzopirenos semelhantes ao do tabaco. O uso prolongado provoca redução das defesas imunológicas do organismo.

Os efeitos psíquicos agudos dependem muito do estado de espírito do usuário e das expectativas do seu uso. Em algumas pessoas pode provocar euforia e hilaridade, em outras causa sonolência ou diminuição da tensão. Podem surgir também os efeitos de ilusões, delírios e alucinações. Ocorre também uma perda da noção de tempo e espaço e diminuição da memória. Quanto aos efeitos psíquicos crônicos não existem certezas somente suposições. Possivelmente, ocorra a chamada Síndrome amotivacional, em que as pessoas perdem o interesse pelos objetivos comuns, em prol do uso da droga do seu uso.

3. Como a maconha é eliminada do organismo?
O THC não é solúvel em água e é por isso que ele não pode ser injetado. A via de introdução são os pulmões. Essa substância é inativada pelo fígado e eliminada pelas fezes e pela urina.

4. Tolerância e dependência à maconha
O uso prolongado pode levar ao efeito de tolerância. A droga também provoca o efeito de dependência, mas não existe uma Síndrome de abstinência característica com a cessação.

5. Efeitos terapêuticos dos derivados da maconha
Alguns derivados da maconha possuem efeitos terapêuticos. Tais aplicações incluem efeitos contra vômitos e náuseas causados pela quimioterapia no tratamento de câncer e ação analgésica e anticonvulsivante.

Anticolinérgicos

1.  Introdução aos anticolinérgicos
Plantas do gênero Datura (cartucho, trombeta, saia-branca, zabumba), utilizadas como arbustos ornamentais, produzem substâncias anticolinérgicas, como a atropina e a escopolamina. Essas plantas podem ser encontradas em diversas regiões do Brasil, principalmente a Datura suaveolens e a Datura stramonium. A descrição mais antiga de uma intoxicação causada pelo seu uso no Brasil, data do ano de 1866, na Bahia.


2. O que os anticolinérgicos fazem no organismo?
 Essas substâncias têm a capacidade de bloquear (antagonismo competitivo) os receptores onde o neurotransmissor, acetilcolina, age. Os anticolinesterásicos, como a atropina e a escopolamina, agem mais especificamente em receptores chamados muscarínicos. Os seus efeitos, como a pupila dilatada, ocorrem devido ao bloqueio desse tipo de receptor.

Nos olhos, as pupilas ficam bastante dilatadas (midríase), o que causa embaçamento e "falta de foco" da visão. O coração bate mais rapidamente, a pele fica seca e avermelhada. Há também retenção urinária, aumento de temperatura, podendo ocorrer ataques convulsivos. Em alguns casos, a intoxicação pode levar à morte.

Os efeitos no sistema nervoso central são os de um processo alucinatório, podendo durar de um a três dias. As visões são geralmente de cenas horripilantes (animais, plantas, cadáveres). Visões agradáveis são raras.


Postado por  WENDEL SOUZA, ciências biológicas
fonte  escola aberta, info escola

terça-feira, 11 de junho de 2013

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) "Com vídeo"

O que é Doença do refluxo gastroesofágico?

Sinônimos: DRGE, Esofagite de refluxo, azia crônica

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é uma condição na qual o conteúdo do estômago (alimento ou líquido) vaza em direção contrária ao estômago para o esôfago (o tubo da boca ao estômago). Essa ação pode irritar o esôfago, causando azia e outros sintomas.

Causas

Quando você come, a comida passa da garganta para o estômago através do esôfago (também chamado de canal do alimento ou tubo de deglutição). Uma vez que a comida está no estômago, um anel de fibras musculares impede que o alimento se mova para trás para o esôfago. Essas fibras musculares são chamadas esfíncter esofágico inferior ou EEI.
Se esse músculo esfíncter não fechar bem, alimento, líquido e suco gástrico podem vazar de volta para o esôfago. Isso é chamado refluxo ou refluxo gastroesofágico. Esse refluxo pode causar sintomas ou pode até lesar o esôfago.
Os fatores de risco do refluxo incluem hérnia hiatal (uma condição na qual parte do estômago se move acima do diafragma, que é o músculo que separa as cavidades torácica e abdominal), gravidez e esclerodermia.
Obesidade, cigarros e possivelmente álcool também aumentam a chance de DRGE.
Azia e refluxo gastroesofágico podem ser causados ou piorados por gravidez e vários medicamentos diferentes. Essas drogas incluem:
  • Anticolinérgicos (p.ex., para enjoo do mar)
  • Betabloqueadores para pressão arterial alta ou doença cardíaca
  • Broncodilatadores para asma
  • Bloqueadores dos canais de cálcio para pressão arterial alta
  • Drogas ativadas por dopamina para doença de Parkinson
  • Progestina para hemorragia menstrual anormal ou controle de natalidade
  • Sedativos para insônia ou ansiedade
  • Antidepressivos tricíclicos
Se você suspeitar que um de seus medicamentos possa estar causando azia, fale com o seu médico. Nunca mude nem pare com um medicamento que você toma regularmente sem falar com o seu médico.

Exames

Você pode não precisar de nenhum teste se seus sintomas não forem graves.
Se seus sintomas forem graves ou voltarem após você ter sido tratado, um ou mais testes podem ajudar a diagnosticar refluxo ou alguma complicação:
  • A esofagogastroduodenoscopia (EGD) frequentemente é usada para identificar a causa e examinar o esôfago (tubo de deglutição) para verificar se há lesões. O médico insere um tubo fino com uma câmera na extremidade através de sua boca. O tubo é então passado pelo seu esôfago, estômago e intestino delgado.
  • Ingestão de bário
  • Monitoramento contínuo do pH esofágico
  • Manometria esofágica
Um exame de sangue oculto nas fezes positivo pode diagnosticar hemorragia da irritação no esôfago.
Postado por: Humberto Limons Vilela 5ºsemestre Ciências Biológicas

domingo, 9 de junho de 2013

Importância do Citoesqueleto Celular

Citoesqueleto é uma rede intrincada de filamentos proteicos que se estende por todo o citoplasma, auxiliando na sustentação do volume citoplasmático das células animais. O Citoesqueleto tem característica plástica, adaptável.

Importância evolutiva:
1 Alimentação (fagocitose)
2 Sustentação
3 Organização intracelular
4 Forma das células
5 Transporte intracelular (dentro das células: organelas e vesículas)
6 Comunicação
7 Divisão celular (Fuso mitótico)
8 Adesão Celular
9 Movimento (Migração, Músculo, Cílio e Flagelo)

Citoesqueleto é constituído de Proteína dando plasticidade à célula. o esqueleto da célula pode ser completamente modificado, além de ele ter movimentos, ele é quem define a posição do núcleo, organelas etc. É uma rede intrincada de filamentos proteicos.
Alimentação: Fagocitose ou Pinocitose ou Exocitose só são possíveis devido ao citoesqueleto. (Por isso bactéria não faz esses tipos de alimentação). Só se consegue captar alimentos se tiver citoesqueleto. A existência do citoesqueleto foi um marco da evolução, pois passou a ter organização celular,...comunicação celular, adesão, movimentos estão ligados à participação do citoesqueleto.

Principais componentes do citoesqueleto
Microtúbulos (dinúnas e cinesinas)
Filamentos de Actina (Microfilamentos)
Filamentos intermediários (mais estáveis)

Citoesqueleto auxilia na divisão celular, por isso, em quimioterapia há o bloqueio dos citoesqueletos (e tb caem os cabelos que são constituídos de queratina)


Microtúbulos (Estrutura) => são maiores; subunidades globulares monômeros de tubulina: alfa e beta que qdo ativas, vão girando em torno de um eixo. A colchicina destrói os microtúbulos e o taxol impede a formação do fuso mitótico.
Filamentos intermediários =>subunidades proteínas fibrosas
Filamentos de Actina (Microfilamentos) => são menores; subunidades globulares monômeros de actina
têm esse nome por uma relação de tamanho em ordem decrescente.
São constituídos de pequenas unidades proteicas

Microtúbulos
Actina serve para ancorar desmossomos, hemidesmossomos, trabalham pela junção entre as células.
Centrossomo: região onde surgem os microtúbulos.
Cada centríolo tem 27 microtúbulos.
A polimerização dos dímeros de tubulina para formar microtúbulos é regulada por concentração de íons de Ca++ (dá rapidez em polimerização de curta duração) e por MAPs (proteínas associadas aos microtúbulos que participam principalmente das polimerizações mais duráveis).

Muitos testes de diagnósticos de câncer se dão pela análise dos filamentos.
Actina tem característica de mobilidade

Molécula que faz relação com o citoesqueleto GTP (Guanina trifosfato) podem estar ligadas às subunidades alfa e beta para dar energia para a polimerização do citoesqueleto. Ele tem uma região de crescimento onde se inserem a GDP e GTP. Qdo a célula tem que emitir uma projeção, precisa de microtúbulo, isso acontece com gasto de energia.
Citoplasma é repleto de alfa e Beta tubulina que se polimerizam em torno de um eixo e aí há o crescimento do microtúbulo. Quem se liga ao microtúbulo na zona de crescimento é um GTP, aí ele libera um fósforo no microtúbulo, tornando estável a ligação e se convertendo em GDP. Os microtúbulos são mais fortes e estáveis e dão mais suporte às estruturas. O crescimento se dá em uma extremidade. Mas os microtúbulos crescem nas duas extremidades por serem mais fortes, dão suporte à maioria das estruturas que ficam ancoradas e estabilizadas. Centrossomo é a região nucleadora, ou seja, de onde vão partir os microtúbulos dentro da célula, mas a partir daí o microtúbulo pode crescer, ou seja, depois que ele já existe ele pode crescer pelas suas extremidades, mas tem que ser gerado no centrossomo. Por isso, a célula, no momento da duplicação, tem que duplicar os centrossomos se não, não consegue arrastar as estruturas para as células filhas. Ovócitos secundários não tem centrossomos, no zigoto, o centrossomo vem do espermatozóide.
Microtúbulos agem como um trilho de trem, onde estruturas caminham por cima dele.
Existem a região + e – do microtúbulo, onde a + polimeriza com mais rapidez e a – com menos rapidez. São as regiões onde ocorre a polimerização do microtúbulo, mais rapidamente ou mais vagarosamente.
O microtúbulo tem que se polimerizar e despolimerizar para a célula se dividir.
Proteínas motoras (que regulam o transporte intracelular) são as que movimentam moléculas sobre o microtúbulo. Elas podem ser: Dineínas e Sinesinas.
Essas proteínas transportam qualquer partícula (mitocôndria, pequenas partícula, etc.) sobre o microtúbulo, pode ser desde o núcleo até a fenda sináptica mas não necessariamente em todo o trajeto dos extremos, podem iniciar e parar no meio do caminho.
As Sinesinas agem da região – para a + (dentro para fora da célula) o – fica perto do centrossomo, que por sua vez fica perto do núcleo e o + fica nos extremos
As Dineínas viajam da região de fora para o interior, ou seja, de + para -.
Numa exocitose, quem age é a sinesina e numa endocitose, é a dineína.
Elas nunca erram a direção!
Elas sempre vão desfosforilar o GTP a GDP
Para a movimentação deve haver: GTP
Microtúbulos crescem dos centríolos (centrossomos) até a posição dos cromossomos, se ligam aos cromossomos, começam a despolimerizar, a quebrar as proteínas e retornam.
Filamento de Actina tem o mesmo princípio de polimerização dos microtúbulos. Podem ser G actina e F actina que são dois estados da mesma molécula.
Os filamentos de actina são móveis e podem formar as projeções (pseudópodes).
Assim como os microtúbulos, os filamentos de actina estão dispersos no citoplasma. A actina não é como a globulina q está ligada a GDP e GTP, está ligada a ADP e ATP. Toda vez q a actina polimeriza ou despolimeriza, está ligada à ação de ATP. Toda vez q ela ta livre no citoplasma, pode substituir por ATP, e qdo este ATP perde o fósforo, ele se liga a todas as outras estruturas, se mantendo estável. Quando se retira o ADP ele se despolimeriza. Tb tem a região + e -. Os filamentos de actina podem formar várias tramas ou feixes paralelos.
Filamentos Intermediários: são formados por proteínas, mas as proteínas são de cadeias longas filamentosas (e não globulares). São capazes de suportar estresse mecânico. São encontrados até mesmo em metazoários, essas estruturas são bem antigas no processo de evolução. São muito resistentes em estresses mecânicos. Têm vários tipos, e cada tipo vai ter uma plasticidade diferente, tudo com função de suportar estresse mecânico: lâminas nucleares, neurofilamentos (presentes no SNC e com função de plasticidade do neurônio), queratina (auxilia tanto no estresse mecânico como à permeabilidade). Sempre são produzidos no citoplasma. A única q não está presente no citoplasma formando uma estrutura coesa é a lâmina nuclear (que mora no núcleo) mas é produzida no citoplasma (Toda síntese protéica ocorre no citoplasma). Da mesma forma, tem regiões + e -, mas os feixes não são formados por um único filamento, é um arranjo de filamentos e esse filamentos não são unidos de forma tubular, são filamentos. Queratina só é ligada à cel no interior do citoplasma!!! 


Citoesqueleto tem função de locomoção, movimentação, adesão, alimentação, manter a estrutura da célula, relação com proteínas e transporte (indireto através das proteínas motoras)
O citoesqueleto é composto por proteínas, que podem ser separadas em 3 grupos: Microtúbulos, Filamentos Intermediários e Filamentos de Actina (Microfilamentos). São todos construídos por pequenas unidades que são subunidades de proteína:
Microtúbulo = Tubulina (responsáveis pela projeção de pseudópodes - GTP).
Filamentos de Actina = Actina (responsáveis pela mobilidade - ATP).
Filamentos Intermediários = depende do tipo de filamento intermediário (queratina, lamina, colchicina...). São responsáveis pela suportação de estresse mecânico.
Essas unidades servem para polimerizar e formação desses filamentos. Cada grupo de filamento desses tem uma importância e todos se polimerizam com gasto de energia GTP no caso do Microtúbulo e ATP no caso dos Microfilamentos e Filamentos Intermediários. Essa região de crescimento cresce através de polimerização que é a colocação de polímeros. Os sentidos da polimerização são dois: região + e -. A + polimeriza mais rapidamente.
O Citoesqueleto tb serve como transporte (Mas não é ele quem transporta), é as Proteínas Motoras ligadas à ele, que são: As Sinesinas e Dineínas que se movimentam de acordo com a polaridade (+ e -) cada uma num sentido.
As proteínas motoras são importantes para a construção e mobilidade das estruturas.

Movimentos da célula: fibrilas de actina sobre fibrilas de miosina.
Movimentos de cílios, flagelos e transporte intracelular de partículas citoplasmáticas: são devido ao deslizamento de proteínas motoras sobre as macromoléculas de tubulina que constituem os microtúbulos.

Graduanda: Juline k. Macedo
5°semestre Ciências Biológicas 

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Lesões celulares irreversíveis



As células do nosso organismo devem ser mantidas em condições constantes no que diz respeito à temperatura, irrigação sanguínea, oxigenação e suprimento de energia (homeostase).  
  
Pequenos desvios nestas condições podem ser tolerados, dependendo do tipo da célula atingida, por períodos variáveis de tempo, sem prejuízo da sua função e sem alterações estruturais.
  
Caso a mudança nas condições do ambiente celular seja um pouco mais intensa ou prolongada, podem ocorrer alterações adaptativas como hiperplasia, hipertrofia, atrofia. 
  
Agressões mais intensas ou prolongadas podem levar a alterações celulares reversíveis como a esteatose. Estas alterações são chamadas reversíveis pois caso o estímulo agressor seja retirado ou cesse, as células retornam ao seu estado normal, funcionalmente e morfologicamente. 
  
Caso o estímulo agressor seja mais prolongado ou mais intenso, ocorre lesão celular irreversível, culminando com a morte da célula

Existem diversos fatores que influenciam no destino da célula exposta a condições anormais: 
  
I - Fatores ligados ao agente agressor 
  
    1) Tipo de agente agressor 
    2) Intensidade da agressão 
    3) Duração da agressão 
  
II - Fatores ligados à célula agredida
  
    1) Tipo de célula agredida 
    2) Estado fisiológico da célula 
  
Os sistemas das células são de tal modo interligados, que qualquer que seja o ponto inicial da lesão celular, a tendência é que com o passar do tempo, todos os sistemas da célula sejam atingidos. Quatro desses sistemas são especialmente vulneráveis
  
    1) Membranas - de cuja integridade depende o controle das substancias que saem ou entram na célula 
    2) Respiração aeróbica - da qual dependem os sistemas que utilizam energia, inclusive as membranas
    3) Síntese proteica - que produz proteínas estruturais, enzimas e outras
    4) Aparato genético da célula - indispensável para a manutenção da síntese proteica, entre outras funções
  
Há duas formas de morte celular: necrose e apoptose.

Necrose:

Necrose é o conjunto de alterações morfológicas que se seguem à morte celular em um organismo vivo. É sempre patológica.
   
As membranas das células necróticas perdem a sua integridade, ocorrendo extravasamento de substâncias contidas nas células. Isto tem importância clínica pois algumas delas são especialmente abundantes em determinados tipos celulares. Estas substâncias entram na corrente circulatória, podendo ser detectadas e interpretadas como evidência de morte celular. Nos casos de infarto agudo do miocárdio, por exemplo, Troponinas (Tn-I e Tn-T) e creatina quinase (CK-MB) acham-se presentes ou elevadas no sangue periférico, onde podem ser dosadas, constituindo assim importante método diagnóstico. 
  
Como conseqüência da necrose ocorre inflamação nos tecidos adjacentes para a eliminação dos tecidos mortos e posterior reparo. Durante este processo inflamatório acumulam-se leucócitos na periferia do tecido lesado, que liberam enzimas úteis na digestão das células necróticas
  
O aspecto morfológico da necrose resulta da digestão das células necróticas por suas próprias enzimas (autólise) ou de enzimas derivadas dos leucócitos(heterólise)
  
A necrose ocorre após a morte da célula, razão pela qual a capacidade de diagnostica-la morfologicamente varia de acordo com o método de observação. Nos casos de infarto do miocárdio a necrose pode ser observada ao microscópio eletrônico, em ½ a 4 horas após a morte celular, ao microscópio óptico pode ser percebida em 4 a 12 horas. A olho nu só começamos a ver a necrose 12 a 24 horas após a morte celular. 
  
Ao microscópio óptico percebemos alterações citoplasmáticas e alterações nucleares. 
  
As alterações citoplasmáticas consistem em aumento da acidofilia, retração e vacuolização. As alterações nucleares consistem em cariopicnose (retração e aumento da basofilia nucleares), cariorréxis (fragmentação do núcleo) e cariólise (dissolução nuclear). 

Cariólise

De acordo com a causa da necrose e com o tecido lesado o seu aspecto pode variar. 
  
Morfologicamente distinguimos diversos tipos de necrose: 
  
1 - Necrose de coagulação: na qual conseguimos perceber por alguns dias uma “sombra” das células necróticas. O tecido é inicialmente firme e pálido ou amarelado. Neste tipo de necrose ocorre desnaturação das proteínas celulares. Ocorre por exemplo no infarto do miocárdio. 
Infarto esplênico

2 - Necrose de liquefação: o tecido necrótico se liquefaz rapidamente. Ocorre principalmente nas infecções bacterianas com formação de pus e no sistema nervoso central. 
Abscesso cerebral

3 - Necrose caseosa: é uma forma diferente de necrose de coagulação, na qual o tecido se torna branco e amolecido. É habitualmente encontrada na tuberculose. 
Tuberculose pulmonar

4 - Necrose gordurosa (ou enzimática): geralmente causada pelo extravasamento e ativação de enzimas pancreáticas que digerem a gordura do pâncreas, do epíploo e do mesentério. Encontrada na pancreatite aguda. Às vezes ocorre por traumatismo que ocasiona ruptura dos adipócitos; encontrada principalmente na mama feminina. 
Necrose enzimática da gordura

5 - Gangrena: não é propriamente um tipo de necrose, geralmente se referindo à necrose de um membro por perda do seu suprimento sanguíneo  às vezes complicada por infecção bacteriana (gangrena úmida, gangrena gasosa). 
Gangrena do pé
Evolução da necrose:

Geralmente como conseqüência da necrose há um processo inflamatório que se encarrega de digerir as células mortas para que possam ser reabsorvidas e substituídas por células semelhantes àquelas destruídas (regeneração) ou por tecido fibroso (cicatrização). Em algumas ocasiões o tecido necrótico pode sofrer calcificação (calcificação distrófica), como por exemplo na tuberculose primária e na pancreatite, ou ainda encistamento (pseudocisto do pâncreas) ou eliminação (caverna tuberculosa).

Fonte:http://www.pathology.com.br
Postado por: Samanta Ávila Fonseca 5ºsemestre Ciências Biológicas


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Apoptose


Apoptose, também conhecida como morte celular programada, é um processo necessário para a manutenção do desenvolvimento dos seres vivos, pois está relacionada com a manutenção da homeostase e com a regulação fisiológica do tamanho dos tecidos e também, quando há estímulos patológicos.
Existem diversos processos distintos, além da apoptose, que resultam em morte celular como: autofagia, necrose, mitose catastrófica e senescência. No ano de 1964, foi proposto o termo “morte celular programada” para designar o processo que ocorre de uma forma não acidental. Já no ano de 1972, Kerr, Wyllie e Currie sugeriram o nome apoptose para este processo.
Como foi dito anteriormente, a apoptose pode ter causas fisiológicas e patológicas.


Apoptose Causada por Estímulos Fisiológicos


É útil na manutenção do equilíbrio interno dos organismos multicelulares, sendo que nos humanos pode ocorrer em certas situações, como:
  • Nos casos de involução de estruturas fetais durante o desenvolvimento embrionário do feto;
  • Situações de corte no suprimento de hormônios estimulatórios (como menopausa);
  • Tecidos onde há uma constante renovação celular;
  • Apoptose estimulada pelo linfócito T citotóxico;
  • Após uma resposta imunológica do organismo a um agente biológico;
  • Nas células fibrosas que originam o cristalino.


Apoptose Causada por Patologias

  • Casos de lesão do material genético (DNA) da célula, através de estímulos radioativos, químicos ou virais;
  • Nos casos de lesão por isquemia ou hipóxia pode resultar em necrose ou apoptose. Certos estímulos à morte celular por necrose também desencadeiam a morte celular por apoptose.
Este processo ocorre muito rápido, sendo que primeiramente há a retração celular, que gera perda de aderência com a matriz extracelular e células vizinhas. Com exceção das mitocôndrias, que podem apresentar ruptura da membrana externa, as outras organelas mantêm sua morfologia. Por conseguinte, a cromatina se condensa e se concentra próxima à membrana nuclear. Logo após, a membrana celular gera prolongamentos, havendo desintegração nuclear. Esses prolongamentos aumentam de número e de tamanho e se rompem, dando origem a estruturas contendo o conteúdo nuclear. Estas partes envoltas pela membrana celular recebem o nome de corpos apoptóticos, sendo esses fagocitados pelos macrófagos e removidos rapidamente para não resultar em um processo inflamatório.

Graduando: Wendel Souza, 5 semestre Ciências Biológicas