terça-feira, 6 de novembro de 2012


A investigação dos efeitos dos radicais livres sobre a doença de Alzheimer é de grande relevância, visto que a incidência dessa doença (a qual geralmente acomete idosos) tenderá a aumentar em nossa sociedade.
A doença de Alzheimer consiste em uma doença neurodegenerativa em que ocorre perda progressiva das capacidades neurológicas (motora e cognitiva) e da memória do indivíduo.
 A explicação mais comum para a causa da Doença de Alzheimer é a precipitação de peptídeos Beta amiloides (um componente solúvel do líquido cefalorraquidiano e do plasma sanguíneo derivado do processamento do precursor de proteína amiloide), levando à formação de fibrilas neurotóxicas e a formação das placas senis. A ação desses peptídeos foi associada também à formação direta de radicais livres, os quais atuariam na oxidação de proteínas e peroxidação dos lipídios formadores (ambos: proteínas e lipídios) das membranas plasmáticas das células nervosas. A ocorrência de elevados níveis de ferro também está associada á doença, pois promove a propagação do processo de peroxidação levando à liberação de lipídios hidroperoxidados e ao aumento dos aldeídos circulantes.
Desajustes no equilíbrio iônico e um aumento nos níveis intracelulares de Cálcio seriam algumas das conseqüências causadas pela danificação da membrana plasmática das células nervosas. Isso pode acarretar uma ativação incontrolada de proteases dependentes de Cálcio e da enzima óxido nítrico sintetase, levando à formação de OONO-, o qual acabaria propagando o efeito degradativo dos radicais livres para outras células.
Além disso, a ação do peptídeo Beta amiloide seria responsável por formar uma resposta inflamatória aguda, a qual comprometeria a cadeia respiratória de elétrons de fagócitos e permitiria a formação de OONO-, desencadeando então uma reação em cascata que levaria à destruição progressiva das células neuronais.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

RADICAIS LIVRES E OS PRINCIPAIS ANTIOXIDANTES DA DIETA

Durante a redução do oxigênio molecular, espécies reativas de oxigênio são formadas e
existe a necessidade permanente de inativar estes radicais livres. Os danos induzidos
pelos radicais livres podem afetar muitas moléculas biológicas, incluindo os lipídeos, as
proteínas, os carboidratos e as vitaminas presentes nos alimentos. As espécies reativas
de oxigênio também estão implicadas nas várias doenças humanas. Evidências têm sido
acumuladas indicando que uma dieta rica em antioxidantes reduz os riscos das principais
doenças humanas. Esta revisão discute a importância dos antioxidantes da dieta sobre as
estratégias de defesa dos organismos contra os radicais livres.

Bibliografia :
Artigo - Maria de Lourdes Pires BIANCHI; Lusânia Maria Greggi ANTUNES
 e foi publicado  Rev. Nutr., Campinas, 12(2): 123-130, maio/ago., 1999

Postado por Marcelo Eslabão http://www.scielo.br/pdf/rn/v12n2/v12n2a01.pdf

sexta-feira, 26 de outubro de 2012


Bem-vindos ao blog sistemaorganicohumano!! 


Essa página faz parte de um projeto da disciplina de Sistema Orgânico Humano da Universidade Católica de Pelotas e abordará temas como Radicais Livres, Antioxidantes envelhecimento e metabolismo humano. Nós, autores, somos alunos do quarto e quinto semestres do curso de Biologia desta universidade. O grupo é formado pelos integrantes FERNANDA Vargas, LISLI Cortez, MARCELO Eslabão,REJANE Gomes e VALÉCIA da Silva e tem a supervisão da Profª Drª Márcia Garcez. O blog tem como objetivo tornar o conhecimento a respeito desses assuntos mais acessível à comunidade e difundir as informações de maneira clara e precisa. Planejamos abordar os temas de modo que também leigos no assunto possam compreendê-los. Partiremos de seus aspectos mais básicos e progressivamente alcançaremos níveis mais detalhados para um entendimento mais completo a respeito do tema. Esperamos transmitir as informações de forma interativa, lançando mão de imagens, vídeos, charges e músicas. Não se esqueça de visitar o site com frequência, curta as postagens e comente! Esperamos que você aprenda e aproveite ao máximo o blog :) Divirta-se!!!



Da esquerda para direita: Fernanda, Valécia, Marcelo, Rejane, Profª Márcia e Lisli.



Polivitamínicos podem reduzir risco de câncer em homens




Polivitamínicos são usados por pelo menos um terço de todos os adultos nos Estados Unidos. Estudos observacionais não forneceram evidências sobre associações de uso de multivitaminas com a incidência geral ou em locais específicos de câncer ou com amortalidade.
Para determinar se a suplementação com multivitaminas, em longo prazo, diminui o risco geral de câncer e em locais específicos, entre os homens, foi realizado um ensaio clínico em grande escala, randomizado, duplo-cego, controlado porplacebo. O estudo é conhecido como Physicians' Health Study II e contou com a participação de 14.641 médicos, do sexo masculino, dos EUA, inicialmente com 50 anos ou mais velhos (média de idade de 64,3 anos) que receberam ou um polivitamíni
co diariamente ou um placebo.
Durante um acompanhamento médio de 11,2 (10,7-13,3) anos, havia 2.669 homens com diagnóstico de câncer confirmado, incluindo 1.373 casos de câncer de próstata e 210 casos de câncer colorretal. Comparado ao placebo, os homens que tomaram um polivitamínico diariamente tiveram uma redução estatisticamente significativa na incidência de câncer total (polivitamínico e grupo placebo, 17,0 e 18,3 eventos, respectivamente, por 1.000 pessoas por ano; P = 0,04). Não houve efeito significativo do polivitamínico no câncer de próstata(polivitamínico e grupo placebo, 9,1 e 9,2 eventos, respectivamente, por 1.000 pessoas por ano; P = 0,76),câncer colorretal (polivitamínico e grupo placebo, 1,2 e 1,4 eventos, respectivamente, por 1.000 pessoas por ano; P = 0,39) ou outros tipos de câncer em locais específicos. Não houve diferença significativa no risco de mortalidade por câncer.
Concluiu-se que, neste ensaio de prevenção, a suplementação diária com polivitamínico reduziu pouco, mas de maneira estatisticamente significativa, o risco geral de câncer.

Fonte: The Journal of the American Medical Association - JAMA



Postado por Profª Márcia Garcez


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Carta escrita em 2070

http://www.youtube.com/watch?v=jUpVH-hjcdo Aqui vai o link de um vídeo que vale a pena todo mundo ver! Comentem o que acharam :)



Publicado por Fernanda Franco

Estresse Oxidativo no Câncer


Especies reativas de oxigênio

- A formação de espécies reativas de oxigênio
(ROS) ocorre pela ação catalítica de enzimas,
durante os processos de transferência de elétrons
no metabolismo celular e pela exposição a fatores
exógenos.

Sies et al, 1999 Cerutti et al, 1991

Sistema oxidante/antioxidante



Estresse oxidativo
O desequilíbrio entre moléculas oxidantes e
antioxidantes que resulta na indução de danos
celulares pelos ROS tem sido chamado de
estresse oxidativo.


Desequilíbrio entre oxidantes e antioxidantes que
resulta em danos teciduais.
-  A formação de ROS esta elevada em muitas
doenças inflamatórias e no câncer.
Estresse oxidativo e doenças
- Estudos clínicos indicam que diversas doencas
inflamatórias são, mediadas em partes, pelo
desequilíbrio entre espécies oxidante e
antioxidante.
-  Sabe-se que o stress oxidativo no tecido
inflamado pode iniciar a carcinogênese.

Inflamação















Abbas & Lichtman, 2005


Lesão tecidual --> Mediadores  inflamatórios -->  Alterações teciduais -->  <!--[endif]-->
Reparar ........
(Parkin et al. 2006)


Sinais típicos da reação do organismo
                                              
Estresse Oxidativo e Câncer
- Estima-se que aproximadamente 20% dos
canceres humanos são atribuídos a doenças
inflamatórias.

-  As celulas inflamatórias ativadas induzem a
produção excessiva de espécies reativas de
oxigênio (ROS).

ROS, inflamacao Crônica e tumor
• IBD → câncer colorretal
• Pancreatite crônica → câncer de pâncreas
• Esofagite de refluxo → câncer de esofago
• Esteatohepatite alcoolica → carcinoma hepatocelular
As células inflamatórias ativadas induzem a formação de
enzimas oxidantes e altas concentrações de ROS.
Pelicano et al. 2004; Parkin et al. 2006

Células neoplasicas e ATP
-  Celulas pre-neoplasicas e células cancerigenas
são metabolicamente ativas e precisam de altos
néveis de ATP para sua proliferação
(comparadas a células normais).
Segunda importante fonte de ROS no tecido com câncer.
Pelicano et al. 2004


Apoptose e necrose celular
Processo de carcinogênese
Tecido cronicamente inflamado --->  Displasia plena --->  Adenoma --->
Adenocarcinoma
Gommeaux et al. 2007

Estresse Oxidativo e dano no DNA
-  Oxidação do DNA por ROS pode
resultar em dano em todas as
bases do DNA.
- Pode ocorrer mutações nos gene
que controlam o ciclo celular
(proliferação, diferencição, adesão
e apoptose) ou nos genes que
reparam o DNA.
Ribeiro et al. 2008

Aumenta a formação de ROS no tecido
inflamado, e essa continua exposição promove
o dano oxidativo das células epiteliais do DNA e
desencadeia o aparecimento de mutações
genéticas.


Ensaio cometa – Técnica para
avaliar dano oxidativo do DNA
Iniciacao da carcinogenese

-  Inicia-se com dano irreversível no DNA
-  Mecanismos de detoxicação de carcinógenos,
reparo de DNA e apoptose são essencias.
Bartsch et al. 2006


Desenvolvimento da célula tumoral

Nutrigenomica/Epigenetica

Muitos são os fatores nutricionais que afetam a
expressão gênica.

Peroxidacao lipidica
Muitos são os fatores nutricionais que afetam a
estrutura do DNA e podem induzir a formação
de ROS.


Mecanismos de defesa antioxidantes
- Enzimas antioxidantes: catalase, super óxido
dismutase, glutationa peroxidase.
- O stress oxidativo e aumentado pela inativação
das enzimas antioxidantes e em diversos tipos
de cânceres.



Alfa-tocoferol
Ácido ascórbico
Beta-caroteno
Garrow, 2000
Selênio

Antioxidante e câncer

-  É conhecido que enzimas antioxidantes
previnem a carcinogênese.
-  Alguns estudos tem demonstrado efeitos
benéficos na queda de efeitos colaterais na utilização
concomitante com agentes quimioterapicos.
- Uso controverso?!?!
Antioxidante não deve
ser usado na radio e
quimio.
Roessner et al. 2008

Referências :
Artigo
Karina Vieira de Barros
Especialista em Terapia nutricional
Coordenadora Técnico administrativa da EMTN do Hospital SCS
Mestre em ciências pela UNIFESP
Assessora cientifica da CMW saúde e tecnologia


POSTADO POR: VALÉCIA DA SILVA







quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Estresse oxidativo e radicais livres

O estresse oxidativo ocorre quando, dentro do organismo, é produzida uma quantidade muito grande de radicais livres em relação à quantidade de compostos antioxidantes, fazendo com que o próprio corpo não consiga eliminar esses radicais de maneira eficiente. Esse fenômeno ocorre devido a alguns fatores, e um deles é o exercício físico intenso. Esses radicais livres podem reagir com compostos do corpo, causando prejuízos às membranas celulares e até mesmo à molécula de DNA.

Um dos tipos de radicais livres que são produzidos no corpo humano quando se pratica exercícios físicos intensos são as chamadas espécies reativas de oxigênio. Mas o que são essas espécies reativas de oxigênio? Espécie reativa de oxigênio é todo composto químico (átomo ou molécula) que possui um elétron livre na camada de valência, ou seja, esse elétron não está pareando com outro elétron. Isso faz com que esse composto tenha certa instabilidade, podendo se ligar e reagir com outro composto químico (no caso, membranas celulares, DNA, proteínas do corpo humano), mudando a configuração dessas estruturas e causando prejuízos ao corpo.







Quando uma pessoa pratica exercícios físicos muito intensos, são produzidas as espécies reativas de oxigênio de três maneiras diferentes, assim com foi mencionado no artigo “Zinco, estresse oxidativo e atividade física”. A primeira maneira é dentro da mitocôndria. No corpo são produzidas constantemente espécies reativas de oxigênio pela cadeia de transporte de elétrons, porque nem todo o oxigênio que entra na mitocôndria e passa pela membrana interna se transforma em água. Como no exercício físico intenso o consumo de oxigênio aumenta de maneira considerável, o percentual dessas moléculas que vai se transformar em espécies reativas de oxigênio aumenta também, aumentando assim, a quantidade de radicais livres dentro do corpo.

A segunda maneira seria a de produção de radicais dentro do citoplasma celular. O AMP que fica neste local, quando se pratica exercícios físicos intensos, é transformado em IMP (inosina monofosfato). Quando a concentração deste composto formado aumenta muito dentro no músculo esquelético, o que é causado pelo exercício intenso, este IMP é transformado em hipoxantina, xantina e em outros compostos posteriormente. Mas o que é de interesse para nós é a enzima que catalisa a reação de transformação da hipoxantina em xantina, pois quando a pessoa está em repouso, esta enzima utiliza o NAD+ como aceptor de elétrons. Mas quando a pessoa passa a praticar exercício físico intenso, esta enzima passa para sua forma reativa, que em vez de usar o NAD+ como aceptor de elétrons, ela usa o oxigênio molecular, transformando-o no radical superóxido (olhar primeira equação do quadro mostrado no painel).




 




Por último, temos a produção de radicais favorecida pelos íons ferro e cobre. Quando se pratica exercícios físicos intensos, o corpo entra em uma acidose metabólica. Mas o que seria esta acidose metabólica? Este fenômeno é causado porque quando a pessoa está praticando o exercício intenso, a glicose sanguínea diminui, fazendo com que o corpo produza glucagon. O glucagon vai induzir a metabolização de lipídeos e de proteínas. Os lipídeos serão transformados em ácidos graxos e depois em corpos cetônicos. Como os corpos cetônicos têm um caráter levemente ácido, eles diminuirão o pH sanguíneo, causando assim a acidose metabólica. A acidose metabólica fará com que o ferro da hemoglobina seja liberado. Esse ferro, junto com o cobre, poderá promover a reação de Fenton, que transformará a molécula de peróxido de hidrogênio no radical hidroxila.
Alguns estudos mostram que uma maior produção de radicais livres no organismo,quando se pratica exercícios físicos, está mais relacionada ao estado de exaustão que a pessoa adquire ao praticar este exercício do ao próprio exercício realizado.




Ou seja, não importa se a pessoa está caminhando ou correndo, o que importa para que haja uma maior produção de radicais livres é se ela está muito cansada ao praticar este ou aquele exercício. Algo importante a ser lembrado é que o estado de exaustão está relacionado ao costume de se praticar exercícios físicos. Quanto mais uma pessoa praticar exercícios físicos, mais adaptado o corpo dela vai ficar e menor será a quantidade de radicais formados durante este exercício. Uma forma interessante de adaptar o corpo ao exercício físico é ir aumentando aos poucos a intensidade deste exercício, e não começar desde o início de maneira muito pesada.

Para se proteger contra os radicais livres, o corpo utiliza substâncias antioxidantes. Estas substâncias são de três tipos: antioxidantes de prevenção, varredores e de reparo. Os primeiros são usados para que não haja uma formação de radicais livres, os segundos são para impedir que os radicais livres já formados não consigam reagir com os compostos do corpo humano e os últimos são para reparar os danos causados pelos radicais livres que já reagiram com as membranas celulares, com o DNA ou com proteínas do corpo.

As substâncias antioxidantes podem ser classificadas de duas maneiras: em enzimáticas e em não enzimáticas. Dentro das enzimáticas, falaremos de três, a enzima superóxido dismutase (SOD), a catalase (CAT) e a glutationa peroxidase (GPx). A enzima superóxido dismutase participa de reação de transformação de duas moléculas do radical superóxido em peróxido de hidrogênio. Já as outras duas transformam o peróxido de hidrogênio em água, em duas reações diferentes. E, dentro das substâncias não enzimáticas nós temos as substâncias que são produzidas pelo próprio organismo e as que são ingeridas pela dieta.


Uma substância que é ingerida através da dieta, mas que não se tem exata comprovação científica de que ajuda na prevenção antioxidante é o zinco. Sabe-se que ele participa da estrutura da enzima superóxido dismutase que, como já foi falado anteriormente, ajuda na retirada do radical superóxido do organismo, transformando-o em peróxido de hidrogênio. O zinco também participa da estabilização de membranas celulares e de algumas proteínas do corpo. A figura ao lado mostra alguns alimentos fonte de zinco, como algumas castanhas, amendoim, carnes e feijão de corda.


  
Para se proteger contra os radicais livres, o corpo desenvolve adaptações antioxidantes. 
  
Para terminar, não devemos nos preocupar tanto com esta imensa formação de radicais livres produzidos no nosso organismo durante a atividade física intensa, pois o nosso corpo utiliza estes radicais para se proteger de microorganismos invasores, como bactérias.

Referências :

 Zinco, estresse oxidativo e atividade física
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415-52732003000400007&script=sci_arttext&tlng=pt

Radicais livres de oxigênio e exercício: mecanismos de formação e adaptação ao treinamento físico
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922004000400008&lng=pt&nrm=iso 



Postado : Marcelo Eslabão