terça-feira, 18 de junho de 2013

Barbitúricos



Barbitúricos                                

Barbitúricos
                                                                                     


Os barbitúricos foram descobertos por Adolf Von Baeyer em 1864. Segundo a história, após fazer a síntese dessas substâncias, o cientista foi comemorar seu novo feito em um bar, e como a garçonete se chamava Bárbara, ele resolveu dar o nome de barbitúrico, à sua nova experiência. 

Essas substâncias resultam da união do ácido malônico com a uréia, de onde se podem derivar substâncias com uso terapêutico. Os barbitúricos atuam como substâncias depressoras do Sistema Nervoso Central, são usados como antiepilépticos, sedativos, hipnóticos e anestésicos. Essas drogas foram grandemente utilizadas como hipnóticas na década de 60, até o aparecimento das benzodiazepinas. 

Os barbitúricos atuam no sentido de deprimir diversas áreas do cérebro, causando sonolência, dificuldades de concentração, raciocínio prejudicado, relaxamento e sensação de calma. Devido a essas propriedades, essas substâncias são utilizadas em remédios para dor de cabeça, epilepsia, controle de úlceras pépticas, pressão sanguínea alta e para dormir. 

Os efeitos tóxicos ou indesejáveis que essas drogas provocam são: falta de coordenação motora, grande redução da pressão sanguínea, vertigens, redução da urina, espasmo da laringe e crise de soluço. Essas substâncias são consideradas drogas, pois provocam a dependência física e psicológica. Sua abstinência pode provocar transpiração excessiva, náuseas, vômitos, ansiedade, taquicardia, tremor corporal, etc, por isso, existem leis e diretrizes que dificultam o acesso de uma pessoa a um barbitúrico. 

Graduanda: Simone Scheer, 5 semestre Ciências Biológicas

sábado, 15 de junho de 2013

Cafeína

Cafeína


A cafeína (C8H10N4O2) é um composto químico do grupo das xantinas. Denominada como 1,3,7-trimetilxantina, a mesma é encontrada em plantas e bebidas, como no café, chá, chimarrão, em refrigerantes, etc. A cafeína é considerada a droga lícita mais consumida no mundo. 

Fisicamente, a substância se encontra na forma de um pó branco cristalino e amargo. O composto pode ser classificado como droga porque é utilizado como um estimulante cardíaco e diurético, além de deixar as pessoas mais eufóricas e causar dependência física e psicológica, agindo de forma semelhante à anfetaminas e à cocaína, porém com um grau de intensidade bem menor. 

Estima-se que grande parte da população adulta brasileira consome a dose diária igual ou superior a 300 mg de cafeína. Seus efeitos são: 
-  bloqueio da recepção de adenosina, impedindo a sensação de sono em curto prazo; 
-  estímulo da produção de adrenalina, aumentando o metabolismo e dando mais disposição; 
-  aumento da concentração de dopamina no sangue, dando a sensação de bem-estar. 

Os problemas que a cafeína provoca no organismo não são tão graves nem tão rápidos como nos casos das drogas ilícitas, porém existem. A recepção da adenosina é muito importante para o sono saudável, portanto com o bloqueio dessa substância, as pessoas terão, em longo prazo, dificuldades para se beneficiarem de um sono profundo. 

Um indivíduo que tenta diminuir ou acabar com as doses de cafeína irá encontrar dificuldades, já que a substância gera o aumento da sensação de prazer e bem-estar. Além disso, muitas delas passam a apresentar dores de cabeça, ocasionadas pela dilatação dos vasos sanguíneos do cérebro.

Fonte:http://http://www.mundoeducacao.com.br
Postado por: Silviane Gonçalves Ribeiro 5º semetre Ciências Biológicas

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Drogas






Intitulamos “droga” qualquer substância e/ou ingrediente utilizado em laboratórios, farmácias, tinturarias, etc.; um pequeno comprimido para aliviar uma dor de cabeça ou até mesmo uma inflamação, é uma droga. Contudo, o termo é comumente empregado a produtos alucinógenos ou qualquer outra substância tóxica que leva à dependência como o cigarro e o álcool, que por sua vez têm sido sinônimo de entorpecente.

As drogas psicoativas são substâncias naturais ou sintéticas que ao serem penetradas no organismo humano, independente da forma (ingerida, injetada, inalada ou absorvida pela pele), entram na corrente sanguínea e atingem o cérebro, alterando todo seu equilíbrio, podendo levar o usuário a reações agressivas.

O que leva uma pessoa a usar drogas?

Pesquisas recentes apontam que os principais motivos que levam um indivíduo a utilizar drogas são: curiosidade, influência de amigos (mais comum), vontade, desejo de fuga (principalmente de problemas familiares), coragem (para tomar uma atitude que sem o uso de tais substâncias não tomaria), dificuldade em enfrentar e/ou aguentar situações difíceis, hábito, dependência (comum), 
rituais, busca por sensações de prazer, tornar (-se) calmo, servir de estimulantes, facilidades de acesso e obtenção e etc.
Fonte:http://www.brasilescola.com
Postado por: Samanta Avila Fonseca 5ºsemestre Ciências Biológicas

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Drogas

As drogas são definidas como toda substância, natural ou não, que modifica as funções normais de um organismo. Também são chamadas de entorpecentes ou narcóticos. A maioria das drogas são produzidas à partir de plantas (drogas naturais), como por exemplo a maconha, que é feita com Cannabis sativa, e o Ópio, proveniente da flor da Papoula. Outras são produzidas em laboratórios (drogas sintéticas), como o Ecstasy e o LSD. A maioria causadependência química ou psicológica, e podem levar à morte em caso de overdose. . Existem exames médicos que conseguem detectar a presença de várias drogas no organismo – são chamados de Exames Toxicológicos.
As pessoas que tentam abandonar as drogas podem sofrer com a Síndrome de Abstinência, que são reações do organismo à falta da droga.
O tráfico de drogas é chamado de narcotráfico. Algumas dessas substâncias são utilizadas em medicamentos (drogas lícitas), outras são proibidas em quase o mundo todo (drogas ilícitas).


Abaixo os principais tipos de drogas:

Drogas Naturais

  • Maconha: uma das drogas mais populares, a maconha é consumida por meio de um enrolado de papel contendo a substância. É feita a partir da planta Cannabis sativa. Existe a variação chamada Skunk, com um teor de THC bastante elevado, bem como o Haxixe.
  • Ópio: droga altamente viciante, o Ópio é feito a partir da flor da Papoula. Os principais efeitos são sonolência, vômitos e náuseas, além da perda de inteligência (como a maioria das drogas). Opiáceos: codeína, heroína, morfina, etc.
  • Psilocibina: é uma substância encontrada em fungos e cogumelos, a Psilocibina tem como principal efeito as alucinações. Também é utilizada em pesquisas sobre a enxaqueca.
  • DMT – Dimetiltriptamina: A principal consequência do seu consumo são perturbações no sistema nervoso central. Utilizada em rituais religiosos.
  • Cafeína: é o estimulante mais consumido no mundo – está no café, no refrigerante e no chocolate.
  • Cogumelos Alucinógenos: alguns cogumelos, como o Amanita muscaria podem causar alucinações.
  • Nicotina

Drogas Sintéticas

  • Anfetaminas – Seu principal efeito é o estimulante. É muito utilizada no Brasil por caminhoneiros, com o objetivo de afastar o sono e poder dirigir por longos períodos.
  • Barbitúricos – Um poderoso sedativo e tranquilizante, causa grande dependência química nos seus usuários.
  • Ecstasy – Droga altamente alucinógena, causa forte ansiedade, náuseas, etc.
  • LSD – Outro poderoso alucinógeno que causa dependência psicológica.
  • Metanfetamina – Era utilizada em terapias em muitos países, mas foi banida pelo uso abusivo e consequências devastadores da droga.

Drogas Semi-Sintéticas

    drogas
  • Heroína – A heroína é uma das drogas mais devastadores, altamente viciante – causa rápido envelhecimento do usuário e forte depressão quando o efeito acaba.
  • Cocaína e Crack – A cocaína é o pó produzido a partir da folha de coca, e o crack é a versão petrificada dessa droga. Altamente viciante, deteriora rapidamente o organismo do drogado, causando também perda de inteligência, alucinações, ansiedade, etc.
  • Morfina – É uma droga utilizada principalmente para o alívio de dores em todo o mundo. Também causa dependência química nos seus usuários.
  • Merla – droga produzida a partir da pasta de coca.
  • Oxi – outra droga derivada da pasta de cocaína.



Outras Drogas: inalantes, solventes, bebidas alcoólicas, cigarro

Medicamentos

Muitas drogas são utilizadas em medicamentos, para o tratamento de diversos problemas de saúde e doenças.
As drogas causam atualmente um grande problema na sociedade. Algumas iniciativas importantes foram criadas para evitar que a juventude entre nesse mundo sem volta (na maioria das vezes).


Graduanda: Simone Scheer, 5 semestre Ciências Biológicas.

Atuação das drogas no sistema nervoso central

As drogas psicotrópicas atuam nos neurônios de diversas formas dependendo da substância. Elas podem estimular ou inibir certos sistemas de neurotransmissão. Alguns destes sistemas estão mais comumente envolvidos na ação das drogas, como o dopaminérgico (do neurotransmissor dopamina), gabaérgico (ácido gama-aminobutírico), serotonérgico (serotonina), adrenérgico (adrenalina e noradrenalina) e opióide (endorfinas, dinorfinas e encefalinas). O dopaminérgico parece ser o principal envolvido na fisiologia das dependências químicas. O neurotransmissor dopamina está relacionado com sensação de prazer e acredita-se que ele atue no desenvolvimento do comportamento de dependência para a maioria das drogas psicotrópicas de abuso. Este desenvolvimento da dependência estaria relacionado com a ativação do circuito de recompensa cerebral. Tal circuito se inicia com a liberação de dopamina na área tegmentar ventral, e então estímulos são enviados para o núcleo accumbens e de lá para o córtex pré-frontal. Todas estas regiões estão relacionadas com as emoções.
Assim como a dopamina, a serotonina também está relacionada com a sensação de prazer; os opióides estão relacionados à analgesia, prazer e relaxamento; o ácido gama-aminobutírico (GABA) está ligado à sedação e relaxamento, e a adrenalina e noradrenalina atuam na ativação do sistema nervoso simpático, ou seja, de respostas do corpo relacionadas à luta ou fuga, como taquicardia, dilatação das pupilas, aumento da pressão sanguínea etc.
No sistema nervoso a neurotransmissão se dá como forma de comunicação entre neurônios. Estas células possuem dendritos: ramificações próximas ao núcleo celular; e axônio: prolongamento que se estende até a outra extremidade da célula. A extremidade do axônio de um neurônio vai passar estímulos para um dendrito do neurônio seguinte através de uma conexão chamada sinapse. Neste processo um neurotransmissor localizado no terminal do axônio é liberado na fenda sináptica (espaço que fica entre os neurônios emissor [pré-sináptico] e receptor [pós-sináptico]) e se liga a um receptor do neurônio seguinte. No caso, por exemplo, da dopamina e serotonina esta ligação ao receptor é responsável pela sensação de prazer. Cada neurotransmissor conta com receptores específicos.


O sistema nervoso dispõe de formas de regular a quantidade de neurotransmissores na fenda sináptica com o objetivo de modular seus efeitos. Para que não haja excesso de neurotransmissores soltos, o que iria exacerbar seus efeitos, há na membrana pré-sináptica (membrana do neurônio emissor) bombas de recaptação (também chamadas de  transportadores) que irão capturá-los de volta. Também existem enzimas específicas que degradam os neurotransmissores na fenda sináptica e dentro do neurônio emissor.
Uma das formas de atuação das drogas é a inibição dos mecanismos que regulam a quantidade de neurotransmissores na fenda sináptica. Algumas substâncias podem bloquear a ação dos transportadores ou das enzimas que degradam os neurotransmissores, levando ao aumento de neurotransmissores na fenda sináptica. As drogas também podem agir induzindo a liberação de neurotransmissores na fenda sináptica a partir do neurônio emissor, ou se ligando diretamente aos receptores neuronais, o que resulta na estimulação destes. Outra possibilidade de atuação é a provocação do aumento da sensibilidade dos receptores, que passam a ser mais estimulados do que seriam normalmente quando recebem o neurotransmissor.
Como anteriormente citado, além de estimular sistemas de neurotransmissão algumas substâncias também inibem certos sistemas, isto pode ocorrer com a inibição dos receptores, e também com inibição da liberação de neurotransmissores a partir do neurônio emissor.
Cada droga atua de uma forma específica e normalmente faz surtir seus efeitos através de mais de uma maneira. Resumindo, as principais formas de ação são:

  • Inibição das enzimas que degradam neurotransmissores.
  • Inibição dos transportadores.
  • Estimulação da liberação de neurotransmissores a partir do neurônio emissor.
  • Estimulação direta dos receptores.
  • Aumento da sensibilidade dos receptores.
  • Inibição dos receptores.
  • Inibição da liberação de neurotransmissores a partir do neurônio emissor.

Graduanda: Juline Macedo
5° semestre, Ciências Biológicas

quarta-feira, 12 de junho de 2013




TIPOS DE DROGAS PERTURBADORAS, ALUCINÓGENAS E SEUS EFEITOS

Perturbadores: São drogas que alteram o funcionamento do cérebro.

LSD-25

1. Histórico e origem do LSD-25
O LSD-25, ou seja, a dietilamida do ácido lisérgico é uma substância sintética, produzida em laboratório. Ela foi descoberta acidentalmente pelo cientista suíço Hoffman, que ingeriu uma pequena quantidade da droga. A partir disso, iniciaram-se experiências terapêuticas com o LSD-25. Ela foi utilizada para o tratamento de doenças mentais, mas hoje em dia sabe-se que ela não tem utilidade médica. Ela é talvez a substância mais ativa que age no cérebro. Pequenas doses já produzem grandes alterações.

2. O que o LSD-25 faz no organismo?
O LSD-25 é uma droga perturbadora do sistema nervoso, ou seja, ela provoca alterações no funcionamento do cérebro, causando fenômenos psíquicos como alucinações, delírios e ilusões. Essa substância contém em sua estrutura o núcleo indol, que também está presente em um neurotransmissor do cérebro, a serotonina. Por esta característica, essa droga interfere no mecanismo de ação da serotonina. O LSD-25 é um alucinógeno primário, porque seus efeitos ocorrem principalmente no cérebro.

Os efeitos dessa droga dependem da sensibilidade da pessoa, do ambiente, da dose e da expectativa diante do uso da droga. Os efeitos físicos observados são: dilatação das pupilas, sudorese, aumento da frequência cardíaca, aumento de temperatura. Às vezes podem ocorrer náuseas e vômitos.

As alterações psíquicas são muito mais importantes. As sensações podem ser agradáveis como a observação de cores brilhantes e a audição de sons incomuns. Podem ocorrer também ilusões e alucinações. Em outros casos as alterações são desagradáveis. Algumas pessoas observam visões terríveis e sensações de deformidade externa do próprio corpo. Já foi descrito o efeito de flashback, isto é, semanas ou meses após o uso da droga os sintomas mentais podem voltar, mesmo que a pessoa não tenha mais consumido a droga.

3. Como o LSD-25 é eliminado do organismo?

A metabolização ocorre no fígado e a eliminação é feita pelas fezes e pela urina.

4. Tolerância e dependência ao LSD-25
Os alucinógenos indólicos produzem pouco fenômeno de tolerância e não induzem dependência física.

Maconha

1. Histórico e origem da maconha
A palavra maconha provém de cânhamo (Cannabis sativa), que é um arbusto de cerca de dois metros de altura, que cresce em zonas tropicais e temperadas. O princípio ativo da planta é o THC (tetra hidro canabinol), sendo ele o responsável pelos efeitos que a droga causa no organismo. A folha da maconha é conhecida por vários nomes: marijuana ou marijuana, diamba ou liamba e bangue. O haxixe é uma preparação obtida por grande pressão que se torna uma pasta semi-sólida, que pode ser moldada sob a forma de bolotas e que tem grande concentração de THC.

A maconha é conhecida do homem há milênios. O uso dessa droga passou por várias etapas ao longo dos séculos. Como medicamento ela foi usada há quase 5000 anos na China. No II milênio da era cristã ela chegou ao mundo ocidental. A primeira referência de maconha no Brasil é do século XVI. Nos Estados Unidos ela era muito utilizada como hipnótico, anestésico e espasmolítico. Porém o seu uso terapêutico declinou no final do século passado. A razão para o desuso médico da droga foi a descoberta que a droga se deteriorizava muito rapidamente com o tempo, e consequentemente ocorria a perda do seu efeito clínico. Uma outra causa foi o relacionamento do seu uso não-médico (abuso) da maconha à distúrbios psíquicos, ao crime e à marginalização.

Nos meados da década de sessenta houve um aumento do uso da maconha nos Estados Unidos, principalmente entre os jovens. Esse uso se difundiu para a Europa e países em desenvolvimento. No Brasil, o consumo é feito geralmente por jovens da classe média das grandes cidades e também por estudantes do primeiro grau. A legislação brasileira considera o uso e o tráfico da droga um crime.

2. O que a maconha faz no organismo?
A maconha é uma droga perturbadora do sistema nervoso, ou seja, ela altera o funcionamento normal do cérebro, provocando fenômenos psíquicos do tipo delírios e alucinações.

Os efeitos da droga dependem da quantidade absorvida, do tipo de preparação, da via de administração, da sensibilidade da pessoa e do seu estado de espírito no momento do uso.
Os efeitos físicos agudos não são muito importantes. Podem ocorrer: boca seca, dilatação dos vasos da conjuntiva e aumento da frequência cardíaca. A diminuição do hormônio sexual masculino e consequentemente infertilidade pode ser um dos efeitos crônicos do uso da maconha. Não existem comprovações, mas possivelmente a maconha pode provocar também câncer de pulmão, pois contém níveis de benzopirenos semelhantes ao do tabaco. O uso prolongado provoca redução das defesas imunológicas do organismo.

Os efeitos psíquicos agudos dependem muito do estado de espírito do usuário e das expectativas do seu uso. Em algumas pessoas pode provocar euforia e hilaridade, em outras causa sonolência ou diminuição da tensão. Podem surgir também os efeitos de ilusões, delírios e alucinações. Ocorre também uma perda da noção de tempo e espaço e diminuição da memória. Quanto aos efeitos psíquicos crônicos não existem certezas somente suposições. Possivelmente, ocorra a chamada Síndrome amotivacional, em que as pessoas perdem o interesse pelos objetivos comuns, em prol do uso da droga do seu uso.

3. Como a maconha é eliminada do organismo?
O THC não é solúvel em água e é por isso que ele não pode ser injetado. A via de introdução são os pulmões. Essa substância é inativada pelo fígado e eliminada pelas fezes e pela urina.

4. Tolerância e dependência à maconha
O uso prolongado pode levar ao efeito de tolerância. A droga também provoca o efeito de dependência, mas não existe uma Síndrome de abstinência característica com a cessação.

5. Efeitos terapêuticos dos derivados da maconha
Alguns derivados da maconha possuem efeitos terapêuticos. Tais aplicações incluem efeitos contra vômitos e náuseas causados pela quimioterapia no tratamento de câncer e ação analgésica e anticonvulsivante.

Anticolinérgicos

1.  Introdução aos anticolinérgicos
Plantas do gênero Datura (cartucho, trombeta, saia-branca, zabumba), utilizadas como arbustos ornamentais, produzem substâncias anticolinérgicas, como a atropina e a escopolamina. Essas plantas podem ser encontradas em diversas regiões do Brasil, principalmente a Datura suaveolens e a Datura stramonium. A descrição mais antiga de uma intoxicação causada pelo seu uso no Brasil, data do ano de 1866, na Bahia.


2. O que os anticolinérgicos fazem no organismo?
 Essas substâncias têm a capacidade de bloquear (antagonismo competitivo) os receptores onde o neurotransmissor, acetilcolina, age. Os anticolinesterásicos, como a atropina e a escopolamina, agem mais especificamente em receptores chamados muscarínicos. Os seus efeitos, como a pupila dilatada, ocorrem devido ao bloqueio desse tipo de receptor.

Nos olhos, as pupilas ficam bastante dilatadas (midríase), o que causa embaçamento e "falta de foco" da visão. O coração bate mais rapidamente, a pele fica seca e avermelhada. Há também retenção urinária, aumento de temperatura, podendo ocorrer ataques convulsivos. Em alguns casos, a intoxicação pode levar à morte.

Os efeitos no sistema nervoso central são os de um processo alucinatório, podendo durar de um a três dias. As visões são geralmente de cenas horripilantes (animais, plantas, cadáveres). Visões agradáveis são raras.


Postado por  WENDEL SOUZA, ciências biológicas
fonte  escola aberta, info escola

terça-feira, 11 de junho de 2013

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) "Com vídeo"

O que é Doença do refluxo gastroesofágico?

Sinônimos: DRGE, Esofagite de refluxo, azia crônica

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é uma condição na qual o conteúdo do estômago (alimento ou líquido) vaza em direção contrária ao estômago para o esôfago (o tubo da boca ao estômago). Essa ação pode irritar o esôfago, causando azia e outros sintomas.

Causas

Quando você come, a comida passa da garganta para o estômago através do esôfago (também chamado de canal do alimento ou tubo de deglutição). Uma vez que a comida está no estômago, um anel de fibras musculares impede que o alimento se mova para trás para o esôfago. Essas fibras musculares são chamadas esfíncter esofágico inferior ou EEI.
Se esse músculo esfíncter não fechar bem, alimento, líquido e suco gástrico podem vazar de volta para o esôfago. Isso é chamado refluxo ou refluxo gastroesofágico. Esse refluxo pode causar sintomas ou pode até lesar o esôfago.
Os fatores de risco do refluxo incluem hérnia hiatal (uma condição na qual parte do estômago se move acima do diafragma, que é o músculo que separa as cavidades torácica e abdominal), gravidez e esclerodermia.
Obesidade, cigarros e possivelmente álcool também aumentam a chance de DRGE.
Azia e refluxo gastroesofágico podem ser causados ou piorados por gravidez e vários medicamentos diferentes. Essas drogas incluem:
  • Anticolinérgicos (p.ex., para enjoo do mar)
  • Betabloqueadores para pressão arterial alta ou doença cardíaca
  • Broncodilatadores para asma
  • Bloqueadores dos canais de cálcio para pressão arterial alta
  • Drogas ativadas por dopamina para doença de Parkinson
  • Progestina para hemorragia menstrual anormal ou controle de natalidade
  • Sedativos para insônia ou ansiedade
  • Antidepressivos tricíclicos
Se você suspeitar que um de seus medicamentos possa estar causando azia, fale com o seu médico. Nunca mude nem pare com um medicamento que você toma regularmente sem falar com o seu médico.

Exames

Você pode não precisar de nenhum teste se seus sintomas não forem graves.
Se seus sintomas forem graves ou voltarem após você ter sido tratado, um ou mais testes podem ajudar a diagnosticar refluxo ou alguma complicação:
  • A esofagogastroduodenoscopia (EGD) frequentemente é usada para identificar a causa e examinar o esôfago (tubo de deglutição) para verificar se há lesões. O médico insere um tubo fino com uma câmera na extremidade através de sua boca. O tubo é então passado pelo seu esôfago, estômago e intestino delgado.
  • Ingestão de bário
  • Monitoramento contínuo do pH esofágico
  • Manometria esofágica
Um exame de sangue oculto nas fezes positivo pode diagnosticar hemorragia da irritação no esôfago.
Postado por: Humberto Limons Vilela 5ºsemestre Ciências Biológicas