quarta-feira, 29 de maio de 2013


DOR NAS COSTAS DISFUNÇÃO ORGÂNICA?
É comum ouvir as pessoas queixarem-se de dor na coluna. Elas podem ser consequência de noites mal dormidas, vícios posturais e esforço acima do normal, entre outros “Em geral são passageiras. Mas, se forem intensas e repetitivas merecem a atenção de um especialista”, ensina o dr. Goldenberg.Para facilitar a compreensão das dores e suas causas, foram divididas em três segmentos, correspondentes às partes da coluna:
lombar: localizada acima do quadril
dorsal: parte central das costas
cervical: fica entre a cabeça e o tronco
Dor lombar: está entre as dores que mais acometem o ser humano, perdendo apenas para a cefaleia. Atinge 80% da população adulta com menos de 45 anos. Chamada de lombalgia, afeta a coluna lombar e não é doença, mas um sintoma que pode ter mais de 50 causas diferentes.
Dor dorsal: menos frequente, apresenta características próprias. A dor acomete a região torácica posterior (região das costas).
Dor cervical: é caracterizada por dor e rigidez transitória na região entre o tronco e a cabeça e tem causas diversas. Costuma se manifestar mais em idosos, profissionais que executam atividades braçais ou que adotam vícios posturais.
As pessoas são muito mal orientadas em relação à coluna e seus problemas e não sabem como se cuidar
Ao longo do dia, quantas vezes é preciso sentar, levantar, entrar e sair do carro, carregar sacolas pesadas ou pegar algum objeto que caiu no chão?Todas essas ações têm como protagonista a coluna. E cada vez que são realizadas de forma incorreta, prejudicam a postura e, consequentemente, a coluna. Esse desgaste, somado durante anos, pode resultar em problemas como a escoliose.
Há alguns fatores de risco que colaboram para causar dores na coluna:

Excesso de peso
É o maior inimigo da coluna. Como explica o dr. Goldenberg em seu livro, ao aumentar 10 quilos do peso adequado, o risco para a coluna aumenta em 25%.
Sedentarismo
A coluna agradece a prática de exercícios. Vários fatores fazem das atividades físicas grandes colaboradoras do corpo. Entre eles: fortalecimento muscular, aumento da flexibilidade e melhora da irrigação sanguínea das fibras musculares da região dorsal.
Carregar peso de forma excessiva
Apoiar bolsas ou sacolas pesadas em um só lado do corpo pode agravar as dores na coluna.
Cigarro
Tem substâncias que prejudicam a circulação sanguínea. A menor irrigação dos vasos nos discos vertebrais que protegem a coluna faz com que esses percam a maleabilidade. Como sua função é absorver os impactos que a coluna sofre no dia-a-dia, é como se ficássemos sem nosso “amortecedor” natural.
Idade
É o único fator de risco que não pode ser alterado. As pessoas com mais de 60 anos têm mais chances de sofrerem de dores na coluna. O que pode ser feito é desenvolver a consciência corporal ao longo da vida.
Falta de consciência corporal
Saber como levantar da cadeira e da cama, como se sentar adequadamente, como se vestir e até escovar os dentes e cortar os alimentos fazem parte da consciência corporal.
Reeducação Postural
Adotar hábitos de vida saudáveis, como praticar atividades físicas, manter o peso adequado e não fumar colaboram para a saúde da coluna. Entretanto, boa parte das dores é causada por problemas de postura incorreta. Nesses casos, além dos hábitos saudáveis é preciso se valer da reedução postural.


postado por Wendel Souza, ciências biológicas

domingo, 26 de maio de 2013

DOENÇA DE ALZHEIMER

Enquanto na linguagem popular a palavra demência tem a conotação de loucura, em medicina é usada com o significado de declínio adquirido, persistente, em múltiplos domínios das funções cognitivas e não cognitivas. O declínio das funções cognitivas é caracterizado pela dificuldade progressiva em reter memórias recentes, adquirir novos conhecimentos, fazer cálculos numéricos e julgamentos de valor, manter-se alerta, expressar-se na linguagem adequada, manter a motivação e outras capacidades superiores.
Perder funções não cognitivas significa apresentar distúrbios de comportamento que vão da apatia ao isolamento e à agressividade.
Doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência neurodegenerativa em pessoas de idade. A causa da doença é desconhecida.

Fatores de risco

* Idade
Embora existam casos esporádicos em pessoas de 50 anos e a prevalência na faixa etária de 60 a 65 anos esteja abaixo de 1%, a partir dos 65 anos ela praticamente duplica a cada cinco anos. Depois dos 85 anos de idade, atinge 30 a 40% da população.
* História familiar
O risco é mais alto em pessoas que têm história familiar de Alzheimer ou outras demências. Estudo conduzido na Suécia entre 65 pares de irmãos gêmeos mostrou que quando um deles apresentava Alzheimer, o irmão gêmeo idêntico era atingido pela doença em 67% dos casos; o gêmeo diferente, em 22%.


Postado por: Raira Sangic
5ºsemestre Ciências Biológicas
 Imagem de Raíra Gonçalves

A importância dos carotenóides



Os carotenoides são uma família de compostos abundantemente encontrados na natureza, sendo os responsáveis pela cor da maioria das frutas e vegetais que comemos todos os dias, a qual pode variar desde o amarelo até o vermelho vivo. O corpo humano não é capaz de produzir estas substâncias e depende da alimentação para adquirí-las.
Mais recentemente, pesquisas têm demonstrado que os carotenoides atuam como antioxidante, protegendo as células dos danos oxidativos e, consequentemente, reduzindo o risco de desenvolvimento de algumas doenças crônicas.
Existe cerca de 600 carotenóides, porém os mais comuns são o betacaroteno, o licopeno, a lutéina e a zeaxantina.
BetacarotenoO betacaroteno é um carotenóide conhecido como pró-vitamina A. Ele é um importante antioxidante e estimula o sistema imunológico. Sabe-se hoje que a deficiência de vitamina A é umas das três deficiências mais freqüentes no mundo.
LicopenoEncontrado principalmente nos tomates, o licopeno é responsável por dar a cor vermelha para o tomate, melancia, goiaba e outros alimentos. O licopeno tem papel importante na redução do risco de desenvolvimento de câncer, principalmente o câncer de próstata.
Luteína e ZeaxantinaSão encontradas predominantemente nas frutas e legumes amarelo-alaranjados e nos vegetais verde-escuros. São dois carotenóides presentes no organismo, principalmente na parte da visão. Eles estão em evidência no momento por estarem correlacionados com diminuição do risco de degeneração macular (cegueira de idosos) e catarata. Além de prevenir a degeneração macular, eles possuem papel fundamental na proteção contra os efeitos nocivos dos raios ultravioletas.
Fonte:http://www.folhavitoria.com.br
Postado por:Samanta Ávila Fonseca
5ºsemestre Ciências Biológicas

Alimentos,cápsulas e cosméticos antioxidantes para pele e cabelo


Imagine sua pele protegida por um exército preparado para bloquear os efeitos negativos acarretados por stress, poluição, falta de sono, excesso de sol... Você já deve ter ouvido falar, porque os antioxidantes, essas substâncias de defesa, estão em alta na nutrição e na dermatologia. presentes em alguns alimentos, especialmente em frutas como a acerola, o açaí, a amora, o morango e a romã, e na fórmula de muitos cosméticos, são capazes de controlar a ação dos radicais livres - moléculas que impedem que as células funcionem plenamente, roubam a sua vitalidade e aceleram o envelhecimento. 

O assunto ganhou ainda mais destaque no último encontro da Academia Americana de Dermatologia, que aconteceu em março, em San Diego, nos Estados Unidos. Segundo a dermatologista americana Zoe Draelos, da Carolina do Norte, os antioxidantes são de extrema importância num processo de envelhecimento batizado de inflamaging. Pois é, além de serem "naturalmente" nocivos, os radicais livres em excesso disparam um outro mecanismo que prejudica a saúde e a beleza: a inflamação. Num ciclo vicioso, a inflamação aumenta os radicais livres, que, mais uma vez, disparam a inflamação e daí por diante. O organismo todo sofre com isso, mas os estragos na pele são evidentes. Isso porque os radicais livres degradam o colágeno e a elastina, provocando rugas e flacidez. O cabelo também fica ressecado e enfraquecido, com o risco de queda ou branqueamento precoce. Os antioxidantes seriam a solução para frear esse processo.

Reforço em cápsulas

Você vive estressada, abusa do sol, fuma e se expõe frequentemente a ambientes poluídos? Esses agentes agressores aumentam a produção de radicais livres e, por isso, talvez você precise recorrer aos suplementos antioxidantes. De qualquer maneira, é importante mudar o estilo de vida, adotando hábitos mais saudáveis. "Do contrário, nem doses extras dessas substâncias dão conta dos estragos na pele e na saúde em geral", avisa Marcelo Bellini, dermatologista de São Paulo. Ele recomenda ainda reduzir o consumo de gordura saturada e evitar o excesso de bebida alcoólica. A Imeeden, a Innéov, uma empresa da união da Nestlé com a L’Óreal, a Nutricé, a Rennovee, da Nutrilatina, e a Sundown Naturals são algumas das marcas que oferecem suplementos antioxidantes com foco em melhorar a condição da pele, combatendo flacidez, rugas e até manchas. A maioria é rica em licopeno, ômega 3 e vitaminas C e E. Apesar de vendidas sem restrição nas farmácias, o ideal é consultar seu nutricionista, nutrólogo ou dermatologista para saber qual é a mais indicada para o seu caso. Munida de uma receita médica, você também pode manipular cápsulas em farmácias especializadas. "Essa opção oferece a vantagem de o profissional determinar a combinação de ativos de acordo com a necessidade de cada paciente e na dose adequada", completa Bellini. No último congresso da Academia Americana de Dermatologia, o Polypodium leucotomos foi o ativo de destaque. "Extraído de uma samambaia da América Central, é o primeiro antioxidante usado em cápsula manipulada com ação fotoprotetora comprovada cientificamente", diz a Karla Assed, dermatologista do Rio de Janeiro. Significa que ele funciona como um coadjuvante do filtro solar, diminuindo os danos dos raios ultravioleta provocados na pele e, com isso, preserva a capacidade dos fibroblastos em produzir colágeno. Esse antioxidante também é usado em cremes.

Antioxidantes em potes

Adicionar antirradicais livres aos cosméticos é outra tendência, aqui e lá fora. A vitamina C é um caso antigo, mas vem sendo usada em doses mais concentradas ou combinada a outros ativos, como o colágeno. "O extrato de romã e o de chá verde também estão na lista de antioxidantes de uso tópico", diz Karla Assed. Ácido ferúlico, alistin, coffeeberry, OTZ10 e ascorbosilane C também são grandes apostas para proteger e recuperar a pele dos danos provocados pelos radicais livres. 
Fonte:http://http://boaforma.abril.com.br/
Postado por:Samanta Ávila Fonseca
5ºsemestre Ciências Biológicas




quarta-feira, 22 de maio de 2013

Estresse Oxidativo e Exercício

O exercício ocasiona consumo de oxigênio, o que desperta o interesse sobre a formação de radicais livres e o estresse oxidativo. É sabido que o consumo de oxigênio aumentado durante e após o exercício ativa caminhos metabólicos específicos que resultam na formação de radicais livres, principalmente no caso de exercícios de alta intensidade. Mas o que é estresse oxidativo?
Estresse oxidativo corresponde à formação aumentada de radicais livres e à incapacidade do sistema antioxidante combatê-los. Isso ocorre em situações de grande demanda física, como certas doenças (infecções, cânceres, diabetes, doenças reumatológicas, doenças neurodegenerativas, etc), déficit nutricional, estresse psicológico e esforço físico exagerado. Os radicais livres agem na membrana das células, no DNA e em proteínas, acarretando lesões que são responsáveis por alterações da função celular. Então, podemos afirmar que os radicais livres são vilões e que neutralizá-los deve ser uma meta? Não.
O desequilíbrio da produção de radicais livres e, portanto, o estresse oxidativo é que precisa ser combatido, não os radicais livre em si. Nosso organismo, por exemplo, precisa de radicais livres para: a ativação do sistema imunológico e combate de infecções bacterianas; produzir óxido nítrico (NO) e, assim, prevenir o desenvolvimento de hipertensão arterial; e  agir em processos de detoxificação de medicamentos no fígado.
Os estudos apontam que a produção de radicais livres é aumentada quando o organismo é exposto ao exercício físico de alta intensidade, bem como aqueles realizados por longos períodos ou efetuados até a exaustão. É interessante observar que o treinamento físico programado ao expor o organismo ao aumento da produção de radicais livres, promove o processo de adaptação. Nesse processo de adaptação do organismo ao exercício, há o aumento da expressão gênica e, por consequência, a produção de enzimas antioxidantes: catalase, glutationa peroxidase e superóxido dismutase. A literatura mostra que corredores e triatletas possuem atividade aumentada de superóxido peroxidase. A glutationa peroxidase é dependente de selênio e sintetizada a partir da glutamina e a superóxido dismutase é dependente de cobre, zinco e manganês. Desse modo, podemos inferir que a dieta está envolvida no processo adaptativo da formação de radicais livres no exercício programado.
É importante apontar, também, o mecanismo de defesa antioxidante não enzimático, o qual engloba nutrientes específicos e reforça o papel da dieta na prevenção e controle do estresse oxidativo. São eles: a vitamina C, a vitamina E, o beta caroteno, os polifenóis e a coenzima Q.
Recentemente, foram publicados trabalhos associando estresse oxidativo, exercícios de longa duração e/ou extenuantes a dieta rica em antioxidantes e a expressão gênica de enzimas antioxidantes. A manutenção dos estoques antioxidantes do organismo depende intrinsecamente da ingestão de determinados grupos de alimentos ou da suplementação controlada de nutrientes. Em caso de suplementação, atenção deve ser redobrada, pois o excesso de cobre, ferro e vitamina A age como pró-oxidante, facilitando a síntese de  radical hodroxil – a harmonia entre vitaminas e minerais é para a adequada ação antioxidante.
Portanto, a dieta é importante fator para promoção e manutenção do balanço oxidante/antioxidante para atletas e praticantes regulares de exercícios de alta intensidade. Cereais integrais, leguminosas, carnes, sementes oleaginosas, hortaliças, frutas e laticínios devem ser consumidos em quantidades recomendadas e personalizadas para que as necessidades nutricionais sejam atingidas. O uso de suplementação deve ser avaliado e prescrito por nutricionista em casos específicos.
 Fonte:  ANutricionista.Com - Perla Menezes Pereira - CRN3 14198 - Nutricionista em Ribeirão Preto.
Silviane Ribeiro - Ciências Biológicas

Calmantes naturais

Diversas plantas são comercializadas com a promessa de apaziguar a mente. Mas será que os fitoterápicos são tão eficazes quanto os remédios tradicionais na hora de mandar o nervosismo e o baixo-astral pra longe? SAÚDE investiga
Em julho de 2011, a Organização Mundial da Saúde divulgou uma triste notícia: estão crescendo os casos de ansiedade e depressão em todo o mundo. Para piorar, nosso país foi apontado como o campeão na incidência do distúrbio — 10,8% dos brasileiros são considerados depressivos graves. Uma das razões para esse quadro alarmante é o ritmo de vida que levamos. "Sedentarismo, cobranças maiores no ambiente de trabalho e má alimentação são fatores que influenciam no aparecimento de transtornos psiquiátricos", analisa Rafael Freire, psiquiatra da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na capital fluminense.

Para combater os males da mente, os médicos costumam receitar remédios como os ansiolíticos, que barram a ansiedade e ajudam a tratar certos tipos de depressão. O perigo é o exagero na hora de recomendar esse tipo de tratamento: entre 2006 e 2010, a venda dos famosos tarja preta para a cabeça aumentou 36% no Brasil. "A população está mais estressada, mas isso não significa que haja necessidade de prescrever mais ansiolíticos", pondera o psicobiólogo Ricardo Tabach, da Universidade Federal de São Paulo. "Só que o próprio paciente costuma pedir o remédio como solução para todos os problemas", lamenta Freire.

Como alternativa para esse uso excessivo, que pode causar sérios efeitos colaterais e até dependência, alguns apontam para os fitoterápicos, que são feitos com plantas e agem de forma semelhante às drogas sintéticas. Quem nunca ouviu o conselho de tomar chá de camomila para se acalmar? A sabedoria popular indica há tempos algumas ervas como saída para o estresse e as noites maldormidas.

No entanto, vale esclarecer uma confusão corriqueira. "Os fitoterápicos, como todo medicamento, passam por uma série de pesquisas para comprovar sua eficácia. Já as plantas medicinais podem ser usadas de outras maneiras, no preparo de chás", diferencia o professor de farmacologia Hudson Canabrava, da Universidade Federal de Uberlândia, no interior de Minas Gerais. E nem todos os remédios naturais já caíram nas graças dos cientistas. É preciso conhecê-los bem antes de correr até a farmácia fitoterápica mais próxima.

Na hora de comprar fitoterápicos, procure ficar atento ao rótulo do produto. Nele, há o número de registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. "Para ser registrado, o remédio deve passar por testes que comprovam sua eficácia, segurança e qualidade", esclarece Mônica Soares, especialista em regulação de fitoterápicos da Anvisa. Além disso, o órgão também lançou em 2011 o Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. O guia explica aos profissionais de saúde como manipular 58 das plantas medicinais mais conhecidas, auxiliando na produção desse tipo de medicamento. 

Entre essas plantas, estão a passiflora, a valeriana e a erva-de-são-joão. Esse trio é bastante utilizado pela indústria farmacêutica em fórmulas que tratam casos de depressão leve a moderada. "As três plantas contêm substâncias que atuam nos neurônios e diminuem a atividade do sistema nervoso, relaxando o indivíduo", explica Ricardo Tabach. "A principal vantagem em relação ao ansiolítico é o fato de a concentração dos princípios ativos ser menor e misturada a outros compostos, o que abaixa o risco de efeitos colaterais e dependência", expõe o doutor em farmacologia João Batista Calixto, pesquisador da Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis. "Os resultados do tratamento à base de fitoterápicos demoram mais para aparecer, mas seus efeitos adversos são muito menos agressivos", completa Hudson Canabrava.

Se as crises não são graves, os chás podem ser uma aposta certeira. "Os princípios ativos estão presentes de maneira mais branda, o que reduz a probabilidade de complicações", atesta Tabach. Busque comprá-los em farmácias de confiança e conferir no rótulo o nome científico da planta.

E, mesmo sendo de origem natural, os fitoterápicos devem ser consumidos com cautela. Um dos principais perigos é a interação medicamentosa, que pode anular ou até potencializar drogas que estejam sendo tomadas paralelamente. "As plantas possuem milhares de substâncias químicas capazes de reagir de maneira indesejada com medicamentos alopáticos comuns. A passiflora, por exemplo, que é um calmante suave, causa sonolência excessiva se combinada com outros remédios", adverte Canabrava. Não caia no engano de pensar que as plantas são inofensivas. A orientação médica é indispensável. Sempre.

E os florais? Funcionam mesmo?

Apesar de as gotinhas à base de flores fazerem sucesso há muitos anos, seu desempenho positivo ainda não foi comprovado de vez pela ciência. Tanto é que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, não regulamenta o comércio dos florais. "O que acontece muitas vezes é o efeito da sugestão, ou seja, a pessoa toma o floral confiando em seus resultados. Esse processo, também conhecido como placebo, é responsável por cerca de 30% da eficácia até dos medicamentos tradicionais", explica Hudson Canabrava, professor de farmacologia da Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais.

5 plantas que tranquilizam

Melissa: Melissa officinalis
Também conhecida como erva-cidreira, tem óleos essenciais que acalmam levemente.  Formas de consumo: Seu chá é o mais popular.


Camomila: Matricaria recutita
Esse tipo de camomila tem efeito calmante.
Formas de consumo: é bastante difundida. Suas folhas e flores são empregadas em infusões.


Erva-de-são-joão: Hypericum perforatum
É a mais eficiente para combater a depressão.
Formas de consumo: usada na produção de medicamentos, ela só pode ser comprada com receita médica.


Passiflora: Passiflora incarnata
Essa espécie de maracujá ajuda a controlar crises de ansiedade e depressão.
Formas de consumo: Além de chás, seu princípio ativo entra na fórmula de alguns medicamentos.


Valeriana: Valeriana officinalis
Suas propriedades são extraídas da raiz. Melhora o sono
Formas de consumo: é usada na produção de fitoterápicos e em chás e infusões, apesar do gosto amargo.


 
Fonte: http://saude.abril.com.br  

Graduanda: Simone Scheer, Ciências Biológicas 5 semestre.












Cuidados e prevenção

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Alimentação saudável
Ter uma boa alimentação é sinônimo de vida saudável. Por meio da Política Nacional de Alimentação e Nutrição, o governo incentiva a população a ter bons hábitos e conscientiza sobre os riscos de doenças causadas pela ingestão prolongada de alguns tipos de produtos.
Muitos componentes da alimentação dos brasileiros são associados ao desenvolvimento de doenças, como o câncer, problemas cardíacos, obesidade e outras enfermidades crônicas, como o diabetes. Por isso, alimentos ricos em gorduras, como carnes vermelhas, frituras, molhos com maionese, leite integral e derivados, bacon, presuntos, salsichas, linguiças, mortadelas, entre outros, devem ser ingeridos com moderação.
O tipo de preparo do alimento também influencia no risco de doenças. Ao fritar, grelhar ou preparar carnes na brasa a temperaturas muito elevadas, por exemplo, podem ser criados compostos que aumentam o risco de câncer de estômago. Por isso, métodos de cozimento que usam baixas temperaturas são escolhas mais saudáveis, como vapor, fervura, ensopados, guisados, cozidos ou assados.
Ministério do Desenvolvimento AgrárioAlimentar-se de maneira correta significa prevenir doenças e melhorar a qualidade de vidaAmpliar
  • Alimentar-se de maneira correta significa prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida

Vida saudável

A adoção de uma alimentação saudável previne o surgimento de doenças crônicas e melhora a qualidade de vida. Frutas, verduras, legumes e cereais integrais contêm vitaminas, fibras e outros compostos, que auxiliam as defesas naturais do corpo e devem ser ingeridos com frequência.
As fibras, apesar de não serem digeridas pelo organismo, ajudam a regularizar o funcionamento do intestino, reduzindo o tempo de contato de substâncias nocivas com a parede do intestino grosso.
A ingestão de vitaminas em comprimidos não substitui uma boa alimentação. Os nutrientes protetores só funcionam quando consumidos por meio dos alimentos. O uso de vitaminas e outros nutrientes isolados na forma de suplementos não é recomendável para prevenção do câncer.
Os bons hábitos alimentares vão funcionar como fator protetor se forem adotados ao longo da vida. Nesse aspecto devem ser valorizados e incentivados antigos hábitos alimentares do brasileiro, como o consumo de arroz com feijão.
O Ministério da Saúde lançou o Guia da Alimentação Saudável. Na publicação estão os dez passos para uma alimentação saudável. São eles:
• Coma feijão com arroz todos os dias ou, pelo menos, cinco vezes por semana. Esse prato brasileiro é uma combinação completa de proteínas e faz bem à saúde.
• Consuma diariamente três porções de leite e derivados e uma porção de carnes, aves, peixes ou ovos. Retirar a gordura aparente das carnes e a pele das aves antes da preparação torna esses alimentos mais saudáveis.
• Consuma, no máximo, uma porção por dia de óleos vegetais, azeite, manteiga ou margarina.
• Evite refrigerantes e sucos industrializados, bolos, biscoitos doces e recheados, sobremesas e outras guloseimas como regra da alimentação.
• Diminua a quantidade de sal na comida e retire o saleiro da mesa.
• Beba pelo menos dois litros (seis a oito copos) de água por dia. Dê preferência ao consumo de água nos intervalos das refeições.
• Torne sua vida mais saudável. Pratique pelo menos 30 minutos de atividade física todos os dias e evite as bebidas alcoólicas e o fumo.
• Faça pelo menos três refeições (café-da-manhã, almoço e jantar) e 2 lanches saudáveis por dia. Não pule as refeições.
• Inclua diariamente seis porções do grupo dos cereais (arroz, milho, trigo, pães e massas), tubérculos como as batatas e raízes como a mandioca nas refeições. Dê preferência aos grãos integrais e aos alimentos em sua forma mais natural.
• Coma diariamente pelo menos três porções de legumes e verduras como parte das refeições e três porções ou mais de frutas nas sobremesas e lanches.

Graduanda: Simone Scheer, Ciências Biológicas 5 semestre.