quinta-feira, 18 de abril de 2013

Nutrientes Antioxidantes


Nutrientes antioxidantes                                              

Os antioxidantes da nossa dieta parecem ser de grande importância no controle dos danos causados pelos radicais livres. Cada nutriente é único em termos de estrutura e função antioxidante.
A vitamina E é um nome genérico para todos os elementos (até o momento, foram identificados oito deles) que apresentam atividade biológica do isômero alfa tocoferol. Um isômero tem duas ou mais moléculas com a mesma fórmula química e arranjos atômicos diferentes.

O alfa tocoferol, o mais conhecido e disponível isômero do mercado, tem maior biopotência (maior efeito no corpo). Por ser solúvel em gorduras, o alfa tocoferol está em uma posição única para proteger as membranas das células, que são em sua grande maioria compostas de ácidos gordurosos, dos danos causados pelos radicais livres. Ele também protege as gorduras em lipoproteínas de baixa densidade (LDLs ou colesterol "ruim") da oxidação.
A vitamina C, também conhecida como ácido ascórbico, é solúvel em água. Sendo assim, ela procura por radicais livres que estão em um meio aquoso (líquido), como o que está dentro das nossas células. A vitamina C funciona sinergicamente com a vitamina E para eliminar os radicais livres. A vitamina C também regenera a forma reduzida (estável) da vitamina E.
O betacaroteno também é uma vitamina solúvel em água e é amplamente estudada entre os 600 carotenóides identificados até o momento. Ela é encarada como a melhor eliminadora do oxigênio singlete, que é uma forma energizada, mas sem carga do oxigênio, que é tóxica para as células. O betacaroteno é excelente para procurar por radicais livres em uma concentração de oxigênio baixa.
O selênio é um elemento essencial. É um mineral que precisamos consumir em pequenas quantidades e sem o qual não poderíamos sobreviver. Ele forma o centro ativo de várias enzimas antioxidantes incluindo a glutationa peroxidase.
Similar ao selênio, os minerais manganês e zinco são microelementos que formam uma parte essencial das várias enzimas antioxidantes.

Enzimas antioxidantes
As enzimas antioxidantes superóxido dismutase (SOD), catalase (CAT) e glutationa peroxidase (GPx) servem como linha primária de defesa na destruição dos radicais livres.
O SOD primeiro reduz (adiciona um elétron) o radical superóxido (O2-) para formar peróxido de hidrogênio (H2O2) e oxigênio (O2).
2O2- + 2H  --SOD -->  H2O2 + O2
A catálise e a GPx então trabalham simultaneamente com a proteína glutationa para reduzir o peróxido de hidrogênio e por fim produzir água (H2O).
2H2O2  --CAT -->  H2O + O2
H2O2 + 2glutationa   --GPx -->  glutationa oxidada + 2H2O
2H2O2  --CAT -->  H2O + O2
A glutationa oxidada é então reduzida por uma outra enzima oxidante - a glutationa redutase.
Juntas, elas consertam o DNA oxidado, reduzem a proteína oxidada e destroem os lipídios oxidados, substâncias parecidas com gordura que são componentes das membranas das células. Várias outras enzimas agem como um mecanismo de defesa antioxidante secundário para proteger você de futuros danos.



                        

Outros antioxidantes
Além das enzimas, vitaminas e minerais, existem outros nutrientes e compostos que têm propriedades antioxidantes. Entre eles está a coenzima Q10 (CoQ10 ou ubiquinona), que é essencial para a produção de energia e proteção do corpo contra radicais livres destrutivos. O ácido úrico, um produto do metabolismo do DNA, é reconhecido como um importante antioxidante. Além disso, as substâncias em plantas chamadas fitoquímicos estão sendo estudadas por suas atividades antioxidantes e o potencial de estímulo à saúde.

Postado: Simone Scheer, 5 semestre, Ciências Biológicas

Antioxidantes


 
Antioxidantes
As células do nosso corpo estão constantemente sujeitas a danos tóxicos pela formação de radicais livres.
Esses radicais livres são provenientes da oxidação da membrana celular, responsáveis pela ocorrência de diversas enfermidades e processos degenerativos do organismo humano.
O termo antioxidante é utilizado para denominar a função de proteção celular contra os efeitos danosos dos radicais livres. Sendo que alguns nutrientes, naturalmente presentes ou adicionados nos alimentos, possuem propriedade antioxidante.
São vários os nutrientes que têm essa ação no organismo. Entre eles estão as vitaminas C e E, carotenóides e isoflavona. A eficiência da função dos antioxidantes derivados da alimentação depende da sua biodisponibilidade e da ingestão de quantidades adequadas do nutriente. Entretanto, o consumo excessivo de algumas vitaminas antioxidantes pode causar hipervitaminose, que nada mais é do que uma quantidade exagerada de vitamina no organismo.
Alguns estudos provaram que alimentação rica em hortaliças e frutas está associada com a baixa incidência de doenças crônico-degenerativas, como alguns tipos de câncer (pulmão, mama, próstata) e doenças cardiovasculares, efeitos fotoprotetores, como também efeitos de substituição hormonal. Um exemplo: o consumo de soja é eficaz na redução do risco de doença cardíaca coronariana e na redução dos níveis de LDL (mau colesterol) e aumento de HDL (o bom colesterol).
Embora ainda não se tenha certeza dos quais componentes bioativos presentes na soja sejam responsáveis por essa função antioxidante, acredita-se que a isoflavona, que também tem similaridade com o hormônio estrogênico, entre outros compostos presentes no alimento são responsáveis por esse efeito protetor.
Para que você saiba um pouco mais sobre antioxidantes, veja no quadro abaixo os nutrientes e alguns de seus efeitos protetores:
Antioxidantes
Alimentos como carnes, leite, ovos, peixes, nozes e frutos do mar podem conter enzimas com função antioxidante (Coenzima Q 10) que tem a função de proteger as membranas celulares.
Vale lembrar que o consumo de alimentos como aveia, linhaça, chá verde, peixes, margarinas enriquecidas com fitoesteróis, chamados alimentos funcionais, mostram também benefícios potenciais para prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares, pois encontra-se neles alguns compostos antioxidantes.
Uma alimentação balanceada, rica em diferentes tipos de hortaliças, cereais, leguminosas e frutas, tendo quantidades adequadas de produtos fonte de proteína animal, com o uso de óleos vegetais, gérmen de trigo e oleaginosas, podem atingir as necessidades de ingestão diária sem a necessidade de suplementação.    

Postado: Simone Scheer, 5 Semestre, Ciências Biológicas

segunda-feira, 1 de abril de 2013


Estresse Oxidativo e Doenças
Quando a produção de espécies reativas de oxigênio supera a capacidade dos sistemas de defesa antioxidante na remoção das mesmas,estabelece-se uma condição conhecida como estresse oxidativo. O estresse oxidativo esta envolvido em diferentes doenças humanas,como câncer,doença de Parkinson e aterosclerose.Algumas doenças podem ser causadas ou influenciadas pelo estresse oxidativo.Por exemplo,radiações ionizantes geram HO por homólise da molécula da AGU.O DNA pode ser modificado pela a ação de HO, o que é conhecido como um importante causa de carcinogenese induzida pela radiação.O estresse oxidativo também favorece a oxidação de lipoproteínas. A lipoproteína de baixa densidade (LDL) oxidada é rapidamente captada por macrófagos nas artérias convertendo-os em células espumosas, que formam as estrias gordurosas, percusoras da placa aterosclerótica. Na artrite reumatóide, as ERRO produzidas por neutrófilos presentes no fluido sinovial podem contribuir para a lesão nas articulações provocada por essa doença. O estresse oxidativo no exercício físico também pode resultar em lesões de membranas das células musculares, contribuindo para a fadiga muscular.
Mal de Parkinson
Catarata
Câncer
Envelhecimento
Proteção contra a doença
Não existe atualmente qualquer maneira de parar a redução de oxigênio e a produção de radicais livres ,porem o corpo proporciona uma defesa natural primorosa contra seus efeitos lesivos. Essa defesa inclui enzimas varredoras dos antioxidantes catalase, glutationa peroxidase,superoxido dismutase e as proteínas fixadoras dos metais (metaloenzimas). Além disso, os agentes nutritivos-redutores representados pelas Vitamina A,C e E e o percursor da Vitamina A,B-caroteno(um ‘’carotenóide’’ nos vegetais de coloração verde-escura e laranja) desempenham importantes funções protetoras. As vitaminas Antioxidantes protegem a membrana plasmática por reagirem e removerem os radicais livres,suprimindo assim a reação em cadeia;essas vitaminas reduzem também os efeitos lesivos impostos aos componentes celulares pelos altos níveis séricos de homocisteína.
A adoção de uma dieta com quantidades apropriadas de vitaminas antioxidantes e de outros agentes quimoprotetores pode reduzir o risco de vários tipos de cânceres. O B-caroteno protege contra vários cânceres nos seres humanos,porém, e paradoxalmente,faz aumentar o risco de câncer do pulmão nos fumantes inveterados e nos trabalhadores expostos aos asbestos. Esta contradição poderia resultar do papel do B-caroteno que consiste em aumentar a produção das enzimas que interagem para ampliar os efeitos dos ‘’pró-carcinognios’’(enzimas especificas que transformam substâncias químicas em carcinogênios) existentes na fumaça do tabaco.
Os relatos indicam que uma ingestão acima do normal de vitamina E e de B-caroteno faz com que os altos níveis séricos de carotenóides tornam-se mais lentos a progressão do estiramento das artérias coronárias e reduzem o risco de ataque cardíaco e,possivelmente , de diabetes em homens e mulheres.
Um mecanismo para a proteção contra as doenças cardíacas propõe que as vitaminas antioxidantes previnem a oxidação do colesterol LDL e sua sua subseqüente captação nas células espumosas embutidas na parede arterial.
Aluna: Simone Scheer, 5 semestre, Ciências Biológicas

segunda-feira, 25 de março de 2013

A relação entre Mal de Parkinson e estresse oxidativo

A Doença de Parkinson é caracterizada como uma enfermidade neurodegenarativa. Essa doença tem como características desordens no sistema nervoso central (SNC), devido à ocorrência de degenerações das células dopaminérgicas da substância negra, localizada no mesencéfalo. Não se sabe, entretanto, o motivo do aparecimento desses distúrbios. Há ocorrência de distúrbios motores, devido à deficiência na produção de dopamina, que é um neurotransmissor responsável por movimentos voluntários automáticos, aqueles que não precisam ser pensados para serem realizados. Ou seja, os portadores dessa doença têm dificuldades para fazer movimentos voluntários, tendo tremores ao se movimentarem. Entretanto, outras regiões do SNC podem ser acometidas pela doença, podendo levar a disfunções na produção de outros neurotransmissores
Qual é a relação entre Doença de Parkinson (DP) e estresse oxidativo?

Existe uma relação entre os danos na substância negra, causados pela Doença de Parkinson, e a acumulação de ferro no organismo. O ferro, por ser um metal de transição, pode servir como catalisador no processo de formação de radicais livres por meio da reação de Fenton, por exemplo. Esse aumento na formação de radicais livres leva ao desequilíbrio da relação entre a quantidade de radicais livres e a quantidade de antioxidantes, levando ao estresse oxidativo, além de causar mais danos às células neuronais. Existem também relações entre DP e o aumento da lipoperoxidação de membranas, a oxidação de DNA e o esgotamento de GSH. GSH é a forma reduzida da Glutationa, que é antioxidante, regulador de outros antioxidantes e agente detoxicante. 

A terapia para o tratamento no início da DP com 3,4-dihidroxifenilalanina (L-DOPA), que é precursor da dopamina, pode ser também uma causa de estresse oxidativo, levando ao agravamento da DP. O grande problema desse tratamento é que a dopamina é geradora de peróxido de hidrogênio (H2O2) por meio da via monoamino oxidase B. O peróxido de hidrogênio, ao se combinar com um metal de transição, dá origem ao radical hidroxila (OH*), que é o radical livre mais reativo de todos e causa maiores danos ao organismo. Pode-se observar isso por meio das reações abaixo:

Dopamina + O2 + H2O --> L-DOPA + H2O2 + NH3
  
                        Fe2+ + H2O2 --> Fe3+ + OH- + OH*
 
 Existem também de que uma distribuição anormal de ferro nas células da substância negra, enquanto ativas, levaria a uma maior formação de radicais livres, aumentando o estresse oxidativo.
Se essas hipóteses a respeita da relação entre radicais livres e a DP estiverem corretas, tratamentos baseados em antioxidantes poderão ser adotados pra o controle dessa doença.
Outras doenças que têm relação com os radicais livres serão abordadas em posts posteriores.
 
Fontes bibliograficas:  
 
 
 
 
Publicado por:
Academica : Juline K Macedo, 5° semestre, Licenciatura em Ciências Biologicas, UCPel, Pelotas, 2013/1  
  

domingo, 24 de março de 2013

Cardápio ajuda a prevenir Alzheimer



Cardápio ajuda a prevenir Alzheimer
TER MARÇO, 2013   
alz


 Os dados do IBGE apenas comprovam o que já podemos ver nas ruas: o número de idosos no Brasil só aumenta. De acordo com o instituto, a população acima de 65 anos representa 7,4% dos brasileiros, e esse número tende a dobrar até 2025. E conforme a expectativa de vida aumenta, maiores são as chances dessa pessoa desenvolver doenças relacionadas à demência, dentre elas o Alzheimer.Isso acontece porque os neurônios vão se degenerando naturalmente conforme a idade. A perda da função cerebral pode afetar a memória, o raciocínio, a linguagem, o juízo e o comportamento. No entanto, é possível retardar essa degeneração dos neurônios com a adoção de hábitos saudáveis, como dormir bem, praticar atividades físicas e ter cuidados especiais com a alimentação. Confira como a dieta pode ajudar na prevenção do Alzheimer.

Casca de romã
Uma pesquisa realizada na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo, em Piracicaba, descobriu que a casca da romã pode prevenir o surgimento do Alzheimer. Os cientistas identificaram uma enzina na fruta que tem atuação específica na prevenção da doença, além dela possuir uma elevada quantidade de antioxidantes. “Esse nutriente é conhecido por combater os radicais livres, ação que ajuda a diminuir a perda degenerativa, protegendo contra o Alzheimer e outras demências”, afirma a nutricionista Érika Suiter, do Hospital Sírio Libanês. É importante ressaltar que apenas o consumo contínuo da casca de romã pode trazer esses benefícios, já que ele são percebidos em longo prazo. Os cientistas estão estudando uma forma de transformar a casca de romã em pó, para colocá-la em cápsulas, mas você pode consumi-la na forma de suco, por exemplo.
Cafeína
Já foi comprovado que a cafeína age como protetora do organismo contra o Alzheimer e outras demências. A explicação para o feito ainda não é clara: por enquanto, a ação antioxidante e anti-inflamatória da substância são os pontos de destaque para a prevenção. “O café, além de cafeína, também contém boas doses de ácido clorogênico, substância de conhecida ação anti-inflamatória, também encontrada em vegetais amarelos ou avermelhados”, afirma o nutrólogo Roberto Navarro, da Associação Brasileira de Nutrologia. Um grupo de pesquisadores das universidades do Sul da Flórida e de Miami, nos Estados Unidos, demonstrou que consumir cafeína pode ajudar a reduzir as chances de idosos com comprometimento cognitivo leve desenvolverem doença de Alzheimer. Os resultados, que foram publicados no periódico Journal of Alzheimer’s Disease, mostraram que beber ao menos três xícaras de café é capaz de proteger o cérebro do declínio cognitivo. Além do café, outras fontes de cafeína são os chás preto e mate, o chocolate e o guaraná.
Peixes
Um estudo feito na Escola de Medicina na Universidade de Pittsburgh (EUA) indicou que idosos que comem peixe assado ou grelhado pelo menos uma vez por semana protegem o cérebro contra doenças. Os pesquisadores descobriram que as células do cérebro responsáveis pela memória morriam mais rápido entre as pessoas que comiam pouco peixe, e 47% delas desenvolveram a doença de Alzheimer cinco anos após os exames. Por outro lado, apenas 3% das pessoas que comiam peixe de uma a quatro vezes por semana desenvolveram Alzheimer ou apresentaram comprometimento leve da memória. O responsável por essa proteção é o ômega 3, uma ácido graxo que faz parte da estrutura da matéria cinzenta do cérebro. “Ele promove a comunicação entre as células nervosas, mantendo-as leves e funcionais, ajudando o cérebro a monitorar o humor, a memória e a concentração”, explica a nutricionista Érika.
Oleaginosas
Ter uma dieta rica em oleaginosas (como castanhas, nozes e amêndoas) diminui significativamente as chances de uma pessoa desenvolver o Alzheimer, afirma um estudo feito pela Universidade Columbia (EUA). Essa conclusão foi tirada da análise das dietas de 2.148 adultos americanos com mais de 65 anos, durante quatro anos. De acordo com a nutricionista Érika, esses alimentos são ricos em selênio, um mineral cuja deficiência pode causar distúrbios na atividade dos neurotransmissores – substâncias produzidas pelo neurônio que tem como função levar informações de uma célula a outra. “O selênio ajuda substâncias como a serotonina, a dopamina e a acetilcolina, que são fundamentais para a transmissão de mensagens entre os neurônios e o bom funcionamento cerebral”, diz Érika. Outras fontes de selênio são grãos, alho, carne, frutos do mar e abacate. Uma unidade ao dia de castanha do pará já fornece a quantidade diária recomendada de 350mg de selênio para trazer benefícios ao organismo.
Frutas roxas e vermelhas
Comer uma ou duas porções por dia de amoras pretas, ameixas, uvas ou mirtilos pode ajudar no combate ao Alzheimer, Parkinson e até câncer. A conclusão faz parte de um estudo feito na Universidade de Manchester, no Reino Unido, e publicado no periódico Archives of Toxicology. De acordo com os cientistas, o responsável por esse benefício é o polifenol, um poderoso antioxidante. Outro trabalho, desenvolvido pelo Salk Institute for Biological Studies, na Califórnia (EUA), constatou que um flavonoide chamado fisetina, presente nas frutas vermelhas, estimula a área do cérebro responsável pela memória de longo prazo e o protege de doenças degenerativas como o Alzheimer e a esclerose múltipla. “Essa substância é capaz de desencadear um processo que permite que as memórias sejam armazenadas no cérebro com mais facilidade e que o cérebro estabeleça conexões mais fortes entre os neurônios”, diz o nutrólogo Roberto. O especialista afirma que o morango é a fruta vermelha que mais contém fisetina.
Azeite de oliva
Velho amigo da saúde, o azeite de oliva extra-virgem é comumente relacionado à prevenção de doenças cardiovasculares. Entretanto, uma pesquisa feita pela Universidade de Frankfurt, na Alemanha, descobriu que existe um composto presente no azeite chamado hidroxitirosol é capaz de impedir a degeneração dos neurônios, retardando o processo de envelhecimento cerebral. “O azeite também é rico em vitamina E, um antioxidante que atua na reconstrução das fibras nervosas”, explica o nutrólogo Roberto. Para obter o benefício, consuma o azeite na forma in natura para regar saladas ou a comida. Quando é submetido a altas temperaturas, boa parte das propriedades do óleo são desperdiçadas.
Cúrcuma
Um estudo realizado pela Universidade da Califórnia, nos EUA, sugere que comer curcumina uma ou duas vezes por semana pode ajudar na prevenção do Alzheimer. A curcumina é um dos componentes do cúrcuma, ingrediente que dá a cor amarelada ao curry indiano. “O tempero possui efeito anti-inflamatório e antioxidante, ajudando a prevenir o envelhecimento e eliminar as estruturas no cérebro associadas ao Alzheimer”, afirma Érika Suiter.
 Postado por: Samanta Ávila Fonseca
Ciências Biológicas 5º semestre
Fonte: www.minhavidaorganica.com.br


quarta-feira, 20 de março de 2013


O que é o Stress Oxidativo? 
Define-se como Stress Oxidativo o aumento
de radicais livres no organismo, motivado
por uma ruptura do equilíbrio entre a sua
produção e a capacidade do organismo
de os eliminar (antioxidantes).
Estes radicais livres degradam as moléculas orgânicas,
por oxidação, estando envolvidos no envelhecimento celular
e em várias patologias como cancro, aterosclerose, isquemia
e numerosas doenças inflamatórias, tais como:
Artrite Reumatoide
Doença de Parkinson
Doença de Alzheimer
Doença de Crohn
Diabetes Asma
Outros: Cirroses, colites, ...
Reconhece-se atualmente que o Stress Oxidativo desempenha
um papel importante na patogenia (origem) de diversas
doenças, através da atuação dos radicais livres.
Estes mecanismos de deterioração levam a um conjunto
de alterações a que chamamos “envelhecimento”.
Uma dieta adequada, assim como o controle preventivo
de alguns parâmetros, responsáveis pelo envelhecimento
cardiovascular, ajudam a melhorar a sensação de bem estar
(qualidade de vida) e a eficácia dos tratamentos
antienvelhecimento, bem como a sua monitorização.
O aumento descontrolado da concentração de radicais livres,
pode ser motivado por vários factores externos:
- Factores químicos: poluição atmosférica, alimentação
inadequada, pesticidas, etc.
- Fatores emocionais: depressão, medo, traição, frustração, etc.
- Fatores físicos: trabalho braçal, excesso de exercício,
queimaduras, radioatividade, etc.
- Fatores infecciosos: doenças virais, bacterianas, fúngicas etc.
Para combater tal desequilíbrio, podemos atuar de três formas
diferentes:
- Diminuir o stress primário
- Administrar ou estimular a produção de enzimas antioxidantes
(Glutation, Selênio, etc).
- Administrar antioxidantes não enzimáticos (Vitamina E,
caroteno)
Alimentos Ricos em Antioxidantes:
Amoras; Framboesas; Morangos; Cerejas; Uvas; Tomate; Alho;
Couve; Brócolos; Couve-de- Bruxelas; Ameixas; Pimentos;
Azeite; Cereais Integrais; Nozes; Chá Verde.
 Simone Scheer, Ciências Biológicas, 5 semestre.
Fonte: http://www.cmclinicas.com/

domingo, 17 de março de 2013

Radicais livres e doenças



Os radicais livres estão implicados na gênese e no agravamento de inúmeras doenças, como por exemplo, a aterosclerose, câncer, doenças articulares, doenças cardiovasculares, alergias, catarata, doenças crônicas em geral e o próprio envelhecimento.

Os radicais livres quando sob controle não são prejudiciais, porém quando fora de controle provocam danos às vezes irreparáveis às células, inclusive no DNA, podendo também alterar a permeabilidade das membranas prejudicando o funcionamento celular. Para manter sob controle o nível de radicais livres nosso organismo utiliza enzimas antioxidantes importantíssimas, que são produzidas em nosso organismo. 

Estas enzimas têm a capacidade de neutralizar radicais livres. São elas: superóxido dismutase, catalase, glutationa peroxidase. Existem outras substâncias que também neutralizam radicais livres como: vitaminas (E, C, betacaroteno), aminoácidos (glutationa), ácido úrico, enzimas proteolíticas e lipolíticas, etc.

Vitaminas, aminoácidos e outros nutrientes podem vir de uma boa alimentação. A concentração de minerais nos alimentos dependem de sua concentração no solo, por este motivo, na maioria das vezes teremos que fazer uma suplementação de minerais.

A formação de radicais livres no organismo deve obedecer tão somente às necessidades metabólicas: quando isso não acontece e ocorre um excesso de radicais livres, o organismo fica sujeito a degenerações e suas conseqüências patológicas.

Os radicais livres são formas reativas de átomos e moléculas e como tais participam de numerosas reações orgânicas, para as quais são indispensáveis. A liberação de energia das ligações fosfato do ATP (a molécula universal para armazenamento de energia) depende do concurso de radicais livres.

Durante esse processo, pequenas quantidades de compostos intermediários são convertidos em formas mais ativas, tais como peróxido de hidrogênio, superóxidos, oxigênio nascente e radical hidroxílicos.

Entretanto, quando em excesso no organismo, os radicais livres atacam a parede das células e destroem estruturas e tecidos, causando várias doenças.

Doenças Genéticas: Neste caso são conhecidos distúrbios recessivos autossômicos ocasionados por radicais livres, dentre eles a anemia hipoplásica congênita (síndrome de Fanconi), a síndrome de Bloom e xerodermia pigmentosum. O ponto em comum nestas três patologias é que todas se originam da incapacidade de reparação do DNA após sofrer agressão química ou física (White, A & cols).

Doenças Genético-Ambientais: Nesse grupo a enfermidade mais representativa é o lupus eritematoso sistêmico, onde se encontram anticorpos específicos anti-DNA.

Doenças Ambientais: Muitos distúrbios e doenças características da época em que vivemos têm origem nas degenerações provocadas pela ação de radicais livres. A aterosclerose, agregação de plaquetas e hipertensão são alguns exemplos.
Câncer e radicais livres estão intimamente ligados. Verifica-se que a incidência de tumores é menor em regiões onde consumo de antioxidantes, na dieta, é abundante e muito freqüente. Há demonstrações que a carcinogênese química é inibida pela presença de antioxidantes.

Outro exemplo a ser citado é a formação de cataratas, proveniente do ataque ao cristalino por radicais livres. O Dr. Gary Todd comprovou em seu trabalho de clínica oftalmológico e pesquisa que a administração de antioxidantes (vitaminas e minerais) a pacientes com processos de catarata em curso, pode recuperar em média, 50% da capacidade visual.

Há estudos que demonstram ainda, a ação deletéria dos radicais livres sobre o metabolismo cerebral. A oxidação descontrolada de ácidos graxos no cérebro é apontada como um dos fatores responsáveis por defeitos sensoriais e cognitivos.


Publicado por: Juline Kiesow Macedo
Graduanda em Licenciatura em Ciências Biológicas, 5° semestre