quinta-feira, 14 de março de 2013

Antioxidante diminui estresse oxidativo induzido por dieta rica em gordura


Data:            16/02/2012
Autor (a):       Rita de Cássia Borges de Castro.
Fotógrafo:    Rita C. B. Castro
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Pesquisa experimental indica que a suplementação com ácido lipoico é eficaz na prevenção do desenvolvimento de estresse oxidativo induzido por dieta rica em gordura, além de prevenir danos ao sistema imunológico.

O estudo foi publicado na revista científica Nutrition e avaliou camundongos distribuídos em três grupos (n=8 por grupo):

-Grupo controle: consumo de dieta contendo 4,9% de gordura;
-Grupo I: consumo de dieta contendo 21,2% de gordura (sendo 17,5% de gordura saturada);
-Grupo II: consumo de dieta contendo 21,2% de gordura (sendo 17,5% de gordura saturada), adicionada de 0,1% de ácido lipoico.

Os animais foram avaliados após 10 semanas do consumo da dieta. Foram coletados plasma e baço para a avaliação de biomarcadores de estresse oxidativo e capacidade antioxidante total, além de células do sistema imunológico.

A dieta do grupo I diminuiu significativamente o número de células imunológicas (p<0,05), levando a um quadro de imunossupressão, acompanhado de aumento de biomarcadores de estresse oxidativo no plasma e baço (p<0,05). Além disso, os autores verificaram que houve diminuição significativa na expressão de genes relacionados com a defesa antioxidante (superóxido dismutase-3, metalotioneína-1, glutationa peroxidase-5 e peroxiredoxina-4).

Por outro lado, a dieta do grupo II, suplementados com ácido lipoico, impediu significativamente a imunossupressão e aumentou a expressão dos genes relacionados com a resposta antioxidante, restaurando as atividades normais das enzimas antioxidantes.

O ácido lipoico, também conhecido como ácido tioico, é um antioxidante que, diferente dos demais antioxidantes, reprime radicais livres tanto em meio lipídico quanto aquoso. As fontes alimentares típicas de ácido lipoico são as carnes (músculo), coração, rins e fígado, e em menor grau frutas e produtos hortícolas. No entanto, a quantidade ingerida a partir dos alimentos não é suficiente. Por isso, a suplementação entre 50 a 600 mg de ácido lipoico pode ser mais vantajosa para obter estes benefícios.

“Nosso estudo demonstra que o estresse oxidativo induzido por dieta rica em gordura pode desempenhar um papel crítico na depressão de células imunológicas. Entretanto, a suplementação com ácido lipoico restabeleceu o equilíbrio antioxidante, por meio da atuação na expressão de determinados genes”, concluem os pesquisadores.
Referência(s)

Cui J, Xiao Y, Shi YH, Wang B, Le GW.
Lipoic acid attenuates high-fat-diet-induced oxidative stress and B-cell-related immune depression. Nutrition. 2012;28(3):275-80. 

Fonte: WWW.nutritotal.com.br

Publicado por: Samanta Ávila Fonseca
Ciências Biológicas-Licenciatura, 5º semestre.
  


Antioxidantes

As células do nosso corpo estão constantemente sujeitas a danos tóxicos pela formação de radicais livres.
Esses radicais livres são provenientes da oxidação da membrana celular, responsáveis pela ocorrência de diversas enfermidades e processos degenerativos do organismo humano.
O termo antioxidante é utilizado para denominar a função de proteção celular contra os efeitos danosos dos radicais livres. Sendo que alguns nutrientes, naturalmente presentes ou adicionados nos alimentos, possuem propriedade antioxidante.
São vários os nutrientes que têm essa ação no organismo. Entre eles estão as vitaminas C e E, carotenóides e isoflavona. A eficiência da função dos antioxidantes derivados da alimentação depende da sua biodisponibilidade e da ingestão de quantidades adequadas do nutriente. Entretanto, o consumo excessivo de algumas vitaminas antioxidantes pode causar hipervitaminose, que nada mais é do que uma quantidade exagerada de vitamina no organismo.
Alguns estudos provaram que alimentação rica em hortaliças e frutas está associada com a baixa incidência de doenças crônico-degenerativas, como alguns tipos de câncer (pulmão, mama, próstata) e doenças cardiovasculares, efeitos fotoprotetores, como também efeitos de substituição hormonal. Um exemplo: o consumo de soja é eficaz na redução do risco de doença cardíaca coronariana e na redução dos níveis de LDL (mau colesterol) e aumento de HDL (o bom colesterol).
Embora ainda não se tenha certeza dos quais componentes bioativos presentes na soja sejam responsáveis por essa função antioxidante, acredita-se que a isoflavona, que também tem similaridade com o hormônio estrogênico, entre outros compostos presentes no alimento são responsáveis por esse efeito protetor.

Alimentos como carnes, leite, ovos, peixes, nozes e frutos do mar podem conter enzimas com função antioxidante (Coenzima Q 10) que tem a função de proteger as membranas celulares.
Vale lembrar que o consumo de alimentos como aveia, linhaça, chá verde, peixes, margarinas enriquecidas com fitoesteróis, chamados alimentos funcionais, mostram também benefícios potenciais para prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares, pois encontra-se neles alguns compostos antioxidantes.
Uma alimentação balanceada, rica em diferentes tipos de hortaliças, cereais, leguminosas e frutas, tendo quantidades adequadas de produtos fonte de proteína animal, com o uso de óleos vegetais, gérmen de trigo e oleaginosas, podem atingir as necessidades de ingestão diária sem a necessidade de suplementação.    
Por:
Roberta Stella 
Nutricionista formada pela Universidade de São Paulo (USP)

Fonte: maisequilibrio.terra.com.br
Postadodo por: Samanta Ávila Fonseca
Ciências Biológicas Licenciatura, 5° semestre

quarta-feira, 13 de março de 2013

Fontes de Radicais Livres


As espécies reativas de oxigênio e outros radicais livres podem ser produzido por fontes ENDÓGENAS ou EXÓGENAS.

Endógenas: As fontes endógenas geradoras de radicais livres incluem as mitocôndrias e a atividade de algumas enzimas como xantina oxidase, citocromo P450, monoaminooxidases, as enzimas envolvidas na via de produção de prostaglandinas e tromboxanos, e a NADPH-oxidase da membrana plasmática de macrófagos. Podem também ser gerados nos peroxissomo e leucócitos. 



 Exógenas: As fontes exógenas geradoras de radicais livres incluem tabaco, poluição do ar, solventes orgânicos, a dieta, anestésicos, pesticidas e radiações gama e ultravioleta.




FONTE: Radicais livres e a resposta celular ao estresse oxidatico, editora da ulbra, 2004.
PUBLICADO POR: Silviane Gonçalves Ribeiro
Ciências Biolígicas Licenciatura, 5° semestre, UCPEL

Teoria Mitocondrial do Envelhecimento - justificativa das mulheres viverem mais do que os homens

Visão Geral da Mitocôndria A mitocôndria é uma organela celular cuja existência é fundamental à vida humana. Em tal organela se processa a maior parte da respiração celular, responsável por constituir a maquinaria energética da célula, fornecendo energia por meio da hidrólise de ATP obtida a partir das reações quimicas que ocorrem durante a respiração celular.




 

Entretanto, a mitocôndria libera, em seus processos oxidativos, espécies reativas de radicais livres do oxigênio, para os quais há uma teoria proposta por Harman em 1956 relacionando-os aos processos de envelhecimento.




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  A Teoria Mitocondrial do Envelhecimento Mais de 90% do oxigênio utilizado por células aeróbicas é consumido por mitocôndrias, e cerca de 1 a 2% do oxigênio usado pelas mitocôndrias de mamíferos não forma água, e sim um ânion superóxido, que é convertido a peróxido de hidrogênio(H2O2).


 

 As espécies reativas de oxigênio e o peróxido de hidrogênio são capazes de causar dano oxidativo a proteínas, lipídios e DNA. A geração contínua dessas substâncias produzem um estresse oxidativo crônico, que estará diretamente relacionado à idade e atualmente é conhecido o fato de que o dano oxidativo ao DNA mitocondrial, proteínas e lipídios ocorrem ao longo do tempo e há estudos que demonstram maior concentração dessas substâncias oxidativas em indivíduos mais velhos.

  Justificativa das mulheres viverem mais do que os homens

 Vários estudos foram feitos com diversas espécies de animais e uma conclusão é feita: fêmeas vivem mais do que machos. Com a espécie humana, não é diferente, apesar de haver teorias de cunho sócio-cultural que contribuem para explicar tal fato, como o fato de mulheres procurarem mais os serviços de saúde do que os homens. Entretanto, tem-se demonstrado que a importância mitocondrial no envelhecimento pode ser uma grande influente na explicação de tal fato, uma vez que as mitocôndrias masculina e feminina apresentam algumas peculiaridades entre si que provavelmente estão diretamente relacionadas com o fato das mulheres viverem mais. As mitocôndrias hepáticas de fêmeas produzem aproximadamente 50% da quantidade de espécies oxidantes produzidas por machos. Houve pesquisas que demonstraram que a retirada do ovário faz a mitocôndria feminina produzir tais espécies reativas em quantidades semelhantes à mitocôndria masculina. Entretanto, a terapia complementar com estrógeno evidenciou um retorno à situação de normalidade, ou seja, redução de 50%. Tal fato explica a importância do hormônio estrógeno na redução da produção de radicais livres que promoverão o envelhecimento. Além disso, foi evidenciado que o dano provocado ao DNA mitocondrial pelos radicais livres é maior no macho do que na fêmea. Uma alternativa que tem sido procurada para aumentar a expectativa de vida média do homem é a de induzir os efeitos benéficos do estrógeno feminino na diminuição dos radicais livres sem provocar o aparecimento de características femininas.


 Referências Bibliográficas: - VIÑA, J. et al. Mitochondrial Theory of Aging: Importance to Explain Why Females Live Longer Than Males. ANTIOXIDANS & REDOX SIGNALING volume 5, number 5, 2003. - MATTOS, I. L. et al. Peróxido de hidrogênio: importância e determinação. Quím. Nova vol.26 no.3, São Paulo, 2003.

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1809-98232011000300005&script=sci_arttext

Plublicado por: Juline Kiesow Macedo
Ciências Biológicas Licenciatura, 5° semestre



 

A principal fonte do organismo pode ser um benefício ou uma ameaça.

O oxigênio constitui tanto um benefício quanto uma ameça aos organismos vivos e aqueles que se capacitaram a usufruir de seus benefícios tiveram, por necessidade, de desenvolver uma série de defesas contra os seus perigos. (FRIDOVICH, 1977.)
FONTE: Radicais livres e a resposta celular ao estresse oxidativo, editora da ulbra, edição 2004.
Plublicado por: Silviane Gonçalves Ribeiro
Ciências Biológicas Licenciatura, 5° semestre

terça-feira, 12 de março de 2013

 
 
Antioxidantes e radicais livres
 
A prática de esportes tem um lado sombrio: faz aumentar a produção de radicais livres. Esse grupo de substâncias altamente reativas um subproduto da nossa respiração está ligado ao processo de envelhecimento celular e ao surgimento de doenças como o câncer. Quem é sedentário produz radical livre, mas não tanto quanto o esportista, que, óbvio, consome muito mais oxigênio, ressalta Cibele Crispim, especialista em nutrição esportiva da RG Nutri, em São Paulo. Para neutralizar essas moléculas nas células, quem faz esporte deve dar atenção especial aos antioxidantes, recomenda Alexandre Merheb, mestre em nutrologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.
A vitamina C é um dos principais deles. Encontrada nas frutas cítricas, é essencial na síntese de colágeno, parte da estrutura de vasos sangüíneos, tendões e ligamentos. Quem faz exercícios deve ingerir diariamente 100 mg, o equivalente a dois ou três copos de suco de laranja ou um de acerola, diz. Entre os minerais, o selênio é o que se destaca na briga contra as temidas moléculas. A castanha-do-pará é a sua mais importante fonte. Apenas uma unidade já contém o teor recomendado por dia: entre 55 e 70 mg, explica a nutricionista. A vitamina E faz parte desse grupo. Ela está nos óleos de soja, milho e canola. Como rotina, consuma também fontes de betacaroteno, encontrado nas frutas e nos legumes amarelo-alaranjados mamão e cenoura, entre outros.

Fonte Revista Saúde editora Abril
Postado por Wendel Souza

segunda-feira, 11 de março de 2013

Mulheres sofrem estresse oxidativo mais intenso que homens


Mulheres sofrem estresse oxidativo mais intenso que homens

Tomar um copo de suco de laranja ou uma pílula de vitamina pela manhã pode ser mais importante para as mulheres que para os homens?
Ainda é prematuro afirmar, mas, por razões desconhecidas, os resultados de um novo estudo sugerem que as mulheres sofrem oxidação mais intensa - processo suspeito de aumentar o risco de doença cardíaca, derrame e vários outros distúrbios. Como contrapartida, a vitamina C e outras vitaminas antioxidantes poderiam neutralizar esse processo.
O estresse oxidativo resulta do acúmulo de radicais livres, substâncias que danificam as células. Essa forma de estresse pode ser provocada por elementos externos, como o consumo de cigarros, ou por fatores em nível celular.
Acredita-se que o dano causado pelo estresse oxidativo contribua para o envelhecimento e o surgimento de muitas doenças. Com a finalidade de avaliar a influência da oxidação sobre o desenvolvimento de doenças, muitos estudos grandes mediram a ingestão de antioxidantes como a vitamina C na dieta. Poucas pesquisas, porém, determinaram a extensão do dano oxidativo em seres humanos.
Esse foi justamente o objetivo da equipe de Gladys Block, da Universidade da Califórnia, em Berkeley. No trabalho, os pesquisadores mediram o dano oxidativo em 298 adultos saudáveis, na faixa etária dos 19 aos 78 anos. A pesquisa incluiu a participação de 138 fumantes, 92 não-fumantes e 68 pessoas que relataram exposição ao fumo passivo.
A equipe de Block determinou os níveis sanguíneos de duas substâncias - o malondialdeído e os isoprostanos F2 -, subprodutos da oxidação de substâncias gordurosas (lipídios) e marcadores do dano oxidativo.
Com base nas taxas desses indicadores, os pesquisadores constataram que o dano oxidativo foi significativamente maior entre as mulheres que entre os homens, segundo artigo publicado no American Journal of Epidemiology. Na realidade, pertencer ao sexo feminino foi um indicador mais importante de dano oxidativo que o tabagismo.
A ocorrência de dano oxidativo em nível mais elevado entre as mulheres foi uma surpresa, e os pesquisadores não têm uma boa explicação para o fato. No princípio, a equipe supôs que a maior porcentagem de gordura corporal das mulheres pudesse ser a causa. No entanto, quando os cientistas levaram em consideração o índice de massa corporal (IMC) - proporção entre peso e altura -, as mulheres ainda apresentaram níveis mais elevados de oxidação.
A descoberta de níveis mais altos de estresse oxidativo em mulheres é particularmente interessante pois "elas correm um risco maior de desenvolver câncer de pulmão que os homens quando expostas a níveis semelhantes de fumaça de cigarro," informaram os autores.
Pessoas com níveis maiores da proteína C-reativa -- um marcador de inflamação associado à doença cardíaca -- também tenderam a apresentar estresse oxidativo mais intenso, de acordo com os pesquisadores.
Por outro lado, o estresse oxidativo foi menor entre os voluntários que consumiam mais frutas e entre aqueles com níveis sanguíneos mais elevados de vitamina C e de carotenóides - pigmentos encontrados em frutas e vegetais usados pelo organismo para produzir vitamina A, explicaram os autores.
O fumo, a idade, o consumo de álcool ou outros fatores associados à dieta não influenciaram os níveis de estresse oxidativo. Uma forma de vitamina E chamada alfa-tocoferol pareceu não produzir efeito sobre o estresse oxidativo, segundo o trabalho.
Fonte: www.terra.com.br
Postado: Simone Scheer